MADRID, 4 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, iniciou uma reforma do Executivo menos de nove meses após o início de seu mandato, aprofundando a redução do número de pastas, que passam de 14 para 12 — em comparação com as 21 existentes quando assumiu o cargo —, e nomeando Fernando Aramayo como ministro da Presidência, até então responsável pelas Relações Exteriores, onde será sucedido por Héctor Huanca, promovido do cargo de vice-ministro.
“Dou as boas-vindas a Fernando Aramayo como novo ministro da Presidência e a Héctor Huanca como novo ministro das Relações Exteriores”, declarou Paz nas redes sociais, observando que “ambos assumem uma nova missão a serviço da Bolívia em uma etapa que exige liderança, coordenação e uma profunda vocação de serviço” e demonstrando sua confiança de que “sua experiência contribuirá para consolidar as transformações que estamos promovendo e para continuar colocando a Bolívia no mundo e o mundo na Bolívia”.
Huanca, até então vice-ministro de Gestão Consular e Institucional, assume assim o comando da diplomacia boliviana após algumas semanas em que foi responsável, em várias ocasiões, por transmitir a posição e o trabalho do ministério em relação à questão mais importante que teve de enfrentar publicamente: o recrutamento fraudulento de cidadãos bolivianos para participar da guerra na Ucrânia ao lado das forças russas.
Por outro lado, Paz expressou sua gratidão aos ex-ministros da Presidência, José Luis Lupo, e de Planejamento do Desenvolvimento e Meio Ambiente, Fernando Romero, cujo ministério foi extinto, com suas funções redistribuídas para outros ministérios.
A Lupo, ele reconheceu sua dedicação em uma etapa “desafiadora” na qual “cabeu a ele ajudar a colocar a casa em ordem”, enquanto, em relação a Romero, destacou seu compromisso ao “liderar uma reforma que inclui até mesmo o ministério que ele próprio chefiava”. “Esse ato de abnegação demonstra que o serviço público está acima de qualquer cargo e que o interesse da Bolívia deve sempre estar em primeiro lugar”, acrescentou o líder.
“O rumo não muda. Dissemos isso desde o primeiro dia: primeiro era preciso colocar a casa em ordem. Agora começa a etapa das transformações profundas para construir um Estado mais eficiente, gerar mais oportunidades e continuar levando a Bolívia adiante”, afirmou o líder nascido em Santiago de Compostela.
A segunda pasta a ser extinta é a de Turismo, que, de ministério, passa a ser Agência Nacional, “com maior autonomia de gestão, menos burocracia e mais capacidade para captar recursos, promover a Bolívia e responder rapidamente às oportunidades que o país precisa aproveitar”, segundo Paz.
“Um Estado que exige esforço de seus cidadãos também deve ser capaz de se transformar. Por isso, continuamos avançando na redução do Estado”, ressaltou o presidente, que argumentou que “reduzir o Estado não significa um Estado ausente; significa um Estado mais eficiente, mais ágil e a serviço dos bolivianos”.
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