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MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou neste sábado a imposição do estado de exceção no país, uma medida extraordinária adotada com o objetivo de “não continuarmos sendo reféns” da grave crise provocada pelos bloqueios e mobilizações iniciados há 50 dias.
“Determinei a aplicação do estado de exceção para liberar as rodovias do país. Os bolivianos não podem continuar sendo reféns de bloqueios que impedem que trabalhem, estudem, recebam atendimento médico, se abasteçam e levem sustento para suas casas”, informou o presidente em uma publicação em suas redes sociais.
Além disso, Paz garantiu que, com essa medida, não se “pretende tirar a normalidade, mas sim devolvê-la”, já que a Bolívia “precisa recuperar suas estradas, garantir o abastecimento e voltar à normalidade”.
“As portas do governo permanecerão abertas para quem quiser dialogar de boa-fé”, esclareceu.
O anúncio dessa medida ocorreu horas depois de o Executivo ter conseguido chegar a um acordo com a Central Obrera para pôr fim às mobilizações e medidas de pressão promovidas pelo sindicato em nível nacional, abrindo caminho, assim, para a pacificação do país.
Mesmo assim, e apesar de os “cobistas” estarem “a partir deste momento suspendendo as medidas de pressão em nível nacional”, isso não é suficiente para um governo que precisa chegar a um acordo com os sindicatos de camponeses, ligados ao ex-presidente Evo Morales, os quais mantêm o bloqueio das rodovias e insistem na renúncia do presidente Paz.
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