Alberto Ortega - Europa Press - Arquivo
MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
Os partidos que compõem a coalizão de Sumar se reunirão nesta quinta-feira à tarde, após o forte mal-estar que surgiu com o contrato licitado pelo Ministério do Interior para a compra de munições de uma empresa israelense, conforme indicado à Europa Press por várias fontes do sócio minoritário do Executivo.
A reunião ocorrerá em um ambiente tenso depois que a IU culpou o PSOE por criar a maior crise do governo e até abriu a porta para deixar o Executivo se o ministro Fernando Grande Marlaska não retificar e cancelar o contrato.
No entanto, o ministro da Cultura, Ernest Urtasun, descartou a opção de deixar o governo e enfatizou ontem que a presença de Sumar não está em dúvida. "Isso nunca esteve em discussão", disse Urtasun, que também é porta-voz do Sumar, com relação ao cenário de deixar o governo.
O grupo parlamentar de Sumar e a segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, exigiram ontem que o governo cancelasse imediatamente o contrato de compra de 15 milhões de balas de Israel e que Marlaska comparecesse ao Congresso para dar explicações.
Nesse sentido, eles denunciaram que a formalização dessa operação, que o governo havia prometido cancelar meses atrás, é uma violação dos acordos do governo. O Ministro Sira Rego chegou a escrever uma carta ao Ministro do Interior para expressar o incômodo do sócio minoritário e instá-lo a auditar todos os contratos.
A IU, por meio de seu porta-voz parlamentar Enrique Santiago, levantou a possibilidade de Marlaska e a chefe da Defesa, Margarita Robles, renunciarem se não conseguirem reverter o contrato.
E o coordenador federal do partido, Antonio Maíllo, acusou o presidente do governo, Pedro Sánchez, de abrir a maior crise governamental devido a decisões unilaterais e irresponsáveis sobre a defesa.
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