Publicado 19/08/2026 16:21

O partido Vox solicita ao Ministério Público que investigue em conjunto as supostas agressões sexuais ocorridas em Ceuta desde 30 de

O presidente do VOX, Santiago Abascal, concede entrevista coletiva à imprensa na Praça da África, em 2 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). O presidente do VOX está em Ceuta para abordar as consequências da crise migratória.
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -

O partido Vox solicitou ao Ministério Público da Região de Ceuta que sejam investigadas em conjunto as supostas agressões sexuais denunciadas na cidade autônoma desde a crise migratória de 30 de julho passado, na qual 70 mil pessoas provenientes do Marrocos entraram irregularmente na Espanha.

O partido, em um documento ao qual a Europa Press teve acesso, invoca o artigo 5º do Estatuto Orgânico do Ministério Público para que sejam iniciados inquéritos sobre todas as agressões sexuais denunciadas em Ceuta nas últimas quase três semanas, conforme informado pelo partido.

A formação política liderada por Santiago Abascal destaca que o Ministério Público informou, por meio de resposta por escrito, que, até esta segunda-feira, foram registradas treze denúncias, embora a maioria tenha sido “arquivada provisoriamente” por não ter sido possível determinar a identidade do autor.

O partido também solicitou que as investigações sejam conduzidas de forma conjunta, pois cada denúncia é tratada “de forma autônoma”, e reclama que não há contextualização de que “os fatos estão ligados pela invasão de Ceuta”.

“Esse elemento central, juntamente com os perfis da vítima e do agressor — uma vez que não é possível identificá-los —, permanecerá impune e será investigado de forma inadequada”, prossegue o documento.

Por isso, a denúncia do Vox sustenta que esse “tratamento agregado” é uma “exigência da obrigação de investigação efetiva que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos vinculou aos artigos 3º e 8º da Convenção”, e que tal instância “criticou a resposta a incidentes concretos sem uma abordagem sistemática quando os fatos apresentam um padrão comum”.

O documento do Vox classifica os supostos fatos “de acordo com os artigos 178 e seguintes do Código Penal e levanta, como hipótese que somente a investigação pode confirmar ou descartar, a eventual aplicação dos tipos de crime de grupo ou organização criminosa, do artigo 510 e do artigo 607 bis, por crimes contra a humanidade”.

Além disso, ressalta que existe uma “dimensão organizada” e solicita que “se determinem, por meio de provas, os padrões comuns que permitirão conhecer a realidade dos fatos em nossa fronteira”.

O Vox também solicitou outras seis medidas ao Ministério Público: uma lista única das denúncias por crimes sexuais desde 30 de julho e a eliminação de duplicidades entre registros policiais, de saúde e judiciais; o relatório dos processos abertos em Ceuta por esses fatos, incluindo os arquivados; relatórios policiais de análise de padrões nesses supostos fatos; a comparação dos perfis genéticos com as bases de dados policiais de DNA; um estudo que esclareça se houve incitação à prática de agressões sexuais; e depoimentos das vítimas que ainda não tenham prestado, além de mecanismos de proteção.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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