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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro de Assuntos Religiosos de Israel, Michael Malchieli, confirmou na quarta-feira a saída do partido ultraortodoxo Shas do governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, devido à disputa sobre o serviço militar obrigatório para os estudantes haredi da yeshiva (centro de estudos judaicos).
A mais alta autoridade do Shas, o chamado Conselho dos Sábios da Torá, determinou que, após as "exigências draconianas" do presidente do comitê de defesa e relações exteriores, Yuli Edelstein, e sua incapacidade de cumprir o acordo, os membros do partido renunciarão "imediatamente" a seus cargos.
Nesse sentido, ele indicou que "na situação atual, não é possível fazer parte do governo", embora tenha expressado que não colaborará com a oposição para derrubar o governo, de acordo com uma declaração lida por Malchieli e divulgada pela mídia israelense.
Isso aconteceu depois que o partido United Torah Judaism também se retirou do governo no dia anterior, em protesto contra a violação do acordo assinado em junho entre Edelstein e os partidos ultraortodoxos, que impedia a dissolução do parlamento e prometia condições mais flexíveis para o recrutamento de Haredi.
Quando a saída do Shas se tornar efetiva, o governo de Netanyahu - que agora tem 60 assentos - ficará em minoria, com apenas 49 assentos depois de perder os onze assentos do partido, que é a terceira maior força parlamentar na Knesset.
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