Stephen Chung / Zuma Press / Europa Press / Contac
MADRID, 17 jul. (EUROPA PRESS) -
Andy Burnham tornou-se nesta sexta-feira o novo líder do Partido Trabalhista britânico, no último e definitivo passo antes de sua nomeação na próxima segunda-feira como novo primeiro-ministro do Reino Unido, culminando com sucesso o desafio que lançou contra seu enfraquecido antecessor, Keir Starmer, que acabou renunciando no último dia 22 de junho após uma série de polêmicas.
O deputado por Makerfield e ex-prefeito da Grande Manchester, de 46 anos, concorreu às primárias sem adversários e recebeu as indicações de 379 deputados trabalhistas, além de 23 indicações de sindicatos e sociedades socialistas afiliadas, durante o congresso extraordinário do partido nesta sexta-feira, realizado na sede do Congresso dos Sindicatos do Comércio.
Um evento realizado no centro de Londres que o próprio Burnham encerrou com um discurso no qual se apresentou como uma força unificadora interna e, em nível nacional, como aquele que corrigirá os “caminhos equivocados” que o país tomou durante a década de 80 sob o governo de Margaret Thatcher: a privatização do poder econômico e a centralização do poder político.
“Serei um líder para o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste, para a Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte”, declarou Burnham, em um momento “de falar em nome de todas as regiões do país e unir as pessoas em uma causa comum”.
A missão prioritária de Burnham é livrar-se dos resquícios do “thatcherismo”, anos em que “o país abriu mão do controle dos serviços essenciais e deixou a população exposta a custos mais elevados”; políticas que concentraram o poder “nas mãos de menos pessoas e em menos lugares”.
O próximo passo será a renúncia formal do primeiro-ministro Starmer, enquanto se espera que seu sucessor assuma o cargo na próxima segunda-feira, 20 de julho.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático