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MADRID 18 out. (EUROPA PRESS) -
Os líderes do Partido Republicano no estado de Nova York votaram por unanimidade para dissolver os Jovens Republicanos, uma seção dedicada a recrutar membros entre a população jovem, após o vazamento de uma sala de bate-papo cujos membros compartilhavam mensagens antissemitas e homofóbicas.
O bate-papo, publicado pelo site Politico, incluía piadas sobre câmaras de gás, Adolf Hitler e estupro. "Aqueles que votarem não, vão para a câmara de gás", dizia uma das mensagens do presidente da organização, Peter Giunta. Seu braço direito, Bobby Walker, descreveu o estupro de mulheres como um ato "épico" em outro comentário.
Giunta já se demitiu, de acordo com o presidente do Partido Republicano de Nova York, Ed Cox, em uma declaração também publicada pelo Politico.
"Os Jovens Republicanos já eram gerenciados de forma horrível, e uma linguagem tão vil não tem lugar em nosso partido", disse Cox, antes de lançar um ataque à oposição democrata e, em particular, à sua ala progressista, que está em desacordo com Israel por causa da guerra de Gaza.
"Ao contrário do Partido Democrata, que adota uma retórica antissemita e se recusa a condenar os líderes que apelam para a violência política, os republicanos exigem responsabilidade, removendo imediatamente do cargo aqueles que usam tal retórica", disse ele.
Os progressistas do Partido Democrata responderam a acusações anteriores desse calibre dizendo que suas críticas se destinavam apenas à operação militar israelense em Gaza, que eles descreveram repetidamente como genocídio, e de forma alguma se estendiam à comunidade judaica.
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