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A Vente Venezuela argumenta que o objetivo do "processo político em andamento" é "restaurar o exercício da soberania para os cidadãos".
MADRID, 6 jan. (EUROPA PRESS) -
O partido venezuelano Vente Venezuela, fundado pela opositora María Corina Machado, pediu nesta terça-feira a libertação de "todos os presos políticos" na Venezuela, bem como a "restauração da verdade" para "fazer com que a justiça prevaleça sobre a impunidade".
"A transição para a democracia na Venezuela não é apenas um mandato popular, mas também um processo inexorável e irreversível. Um processo no qual aqueles que ainda ocupam ilegitimamente as instituições do Estado estão sendo forçados, graças à tenaz e constante pressão nacional e internacional, a reconhecer que a soberania de nossa nação reside inalienavelmente no povo da Venezuela", disse o partido em um comunicado.
O partido, que está fazendo esse apelo dias depois que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado durante um ataque dos EUA em Caracas, disse que o "processo político atualmente em andamento tem um objetivo claro: a restituição do exercício da soberania aos cidadãos".
Para isso, é importante "resgatar a institucionalidade nos termos previstos em nosso marco constitucional e em conformidade com os acordos internacionais assinados pelo país", como afirma o documento, que insiste na necessidade de que o candidato da oposição para as eleições presidenciais de 2024, Edmundo González, "seja ratificado como presidente".
O documento também enfatizou a importância de que a liderança de Machado "seja reconhecida", bem como os "direitos civis e políticos de todos os cidadãos venezuelanos e estrangeiros residentes no país".
"A esse respeito, deve ficar claro que o primeiro passo nessa direção, firme e inevitável, é a libertação imediata de todos os presos políticos civis e militares, bem como o fim da terrível prática da porta giratória", disse.
FIM DO ESTADO DE COMOÇÃO
Nesse sentido, o partido pediu o fim do estado de comoção externa declarado pelas autoridades após o ataque dos EUA, que "longe de ajudar a normalizar a situação no país na busca de uma transição menos traumática, provocará mais agitação entre os cidadãos e possibilitará mais abusos do poder repressivo nesse sentido".
"Esse processo envolve a adoção de medidas estruturais que levarão ao desmantelamento do aparato repressivo que, no âmbito do atual regime, está entrincheirado há anos nos órgãos do Estado; e também envolverá a descoberta da verdade dos fatos e a obtenção da justiça que as vítimas, suas famílias e a sociedade como um todo exigem", enfatizou.
A Vente Venezuela ressaltou que "já se passaram mais de 25 anos de violações sistemáticas dos direitos humanos e crimes contra a humanidade. Milhares de vítimas merecem justiça, memória, reparação e garantias de não repetição".
"Aos que detêm injustamente prisioneiros políticos civis e militares, que os libertem imediatamente. Aos cidadãos dentro da Venezuela, pedimos que permaneçam vigilantes, organizados e firmes na defesa de seus direitos constitucionais. Aos venezuelanos no exterior, pedimos que continuem a se mobilizar, relatando de forma clara e responsável a verdade sobre a Venezuela para o mundo", afirma o documento.
Por fim, o documento esclarece que "é hora de esvaziar os centros de tortura, de reparar aqueles que foram sequestrados, torturados, perseguidos ou desaparecidos, de restabelecer a verdade e de fazer prevalecer a dignidade humana".
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