MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
Militantes do Movimiento Semilla, o partido com o qual Bernardo Arévalo se tornou presidente da Guatemala e que foi cancelado desde novembro de 2024 por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciaram a formação de um novo partido, Raíces, com o qual pretendem participar de futuras eleições.
Esse novo movimento realizou uma primeira assembleia para iniciar o processo de se tornar um partido, apesar do fato de que, nos últimos meses, a divisão dentro do partido governista se tornou evidente em relação à fórmula com a qual tentar contornar a pressão constante da Procuradoria Geral sobre Arévalo e sua base.
O secretário-geral do novo Raíces, Samuel Pérez, expressou o desejo de construir "um projeto político de longo prazo", com o objetivo de, como apontou a deputada Andrea Villagrán, tornar-se uma "maioria" no Congresso nas próximas eleições legislativas - inicialmente programadas para 2027 -, informa o jornal 'Prensa Libre'.
A Semilla é atualmente a terceira força com a maior presença legislativa, mas o cancelamento atual a impede de se organizar como um partido normal e seus deputados são personalidades legalmente independentes. O Ministério Público acusou a formação de cometer vários crimes quando se constituiu como um partido, o que levou a um processo criminal em andamento.
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