PRESIDENCIA DE TAIWÁN - Arquivo
MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O Partido Democrático Progressista (DPP) de Taiwan, liderado pelo presidente Lai Ching Te, anunciou na quarta-feira a expulsão de cinco de seus membros por supostamente espionarem para a China, em meio às crescentes tensões entre os partidos, que intensificam seus destacamentos militares em ambos os lados do Estreito de Taiwan.
O partido disse em um comunicado que a medida foi tomada após receber aprovação unânime do Comitê Central de Avaliação e explicou que um dos afetados é um ex-membro da equipe do gabinete presidencial. O partido cita razões de "segurança e disciplina partidária" para justificar a saída dos cinco políticos.
"A atual situação internacional é complicada e Taiwan está enfrentando ameaças do Partido Comunista Chinês", diz o texto, que explica que as ações desses membros do partido "violam as leis" de Taiwan e também "os valores do partido".
Entretanto, não se sabe se os membros do partido expulsos serão acusados, embora o número de pessoas acusadas de supostamente espionar para Pequim tenha aumentado significativamente nos últimos anos. Fontes da agência de notícias CNA indicaram que um ex-conselheiro de segurança nacional também está entre eles.
Os laços entre as partes foram cortados em 1949, depois que as forças do Partido Nacionalista Kuomintang sofreram uma derrota na guerra civil contra o Partido Comunista e se mudaram para o arquipélago. As relações foram restabelecidas apenas em nível comercial e informal no final da década de 1980.
Pequim e Taipei têm se espionado mutuamente há décadas, à medida que crescem as tensões entre a China e o território, que continua a ser considerado como outra província sob sua soberania.
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