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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Partido Democrático do Curdistão (PDK), liderado por Masud Barzani, anunciou nesta sexta-feira que seu bloco parlamentar não comparecerá à votação de sábado no Parlamento para eleger o presidente do país, em meio às tensões existentes entre os dois partidos curdos para definir o candidato ao cargo.
“Decidimos não participar da sessão de amanhã e afirmamos que qualquer medida tomada na ausência de um consenso nacional não fará mais do que complicar o panorama político e empurrá-lo para o desconhecido”, sinalizou o bloco da formação política em um comunicado divulgado nas redes sociais.
O partido indicou que as tentativas de realizar a sessão “e impor um ‘fait accompli’” sem levar em conta o “consenso” representam um “perigoso retrocesso em relação aos entendimentos constitucionais sobre os quais se construiu o processo político no país”.
“O cargo de presidente da República e a nomeação do primeiro-ministro são duas questões nacionais indivisíveis e devem ser abordadas como um todo integrado, dentro de um quadro de consenso e diálogo sério e abrangente, sem marginalizar parceiros-chave nem impor candidatos sem acordo prévio”, argumentou.
O Parlamento elegeu em dezembro Haibat al Halbusi como presidente do órgão, embora as divergências entre o PDK e a União Patriótica do Curdistão (PUK) tenham impedido, até o momento, a eleição de um candidato à presidência do país após as eleições parlamentares que resultaram na vitória da coalizão liderada pelo primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al Sudani.
No Iraque, vigora um acordo resultante da invasão norte-americana de 2003 que estabelece que o presidente do Parlamento deve ser membro da comunidade sunita, enquanto o primeiro-ministro deve ser xiita e o presidente deve ser curdo.
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