Jimmy Villalta / Zuma Press / Europa Press
MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
O partido da oposição Aliança Bravo Pueblo condenou a prisão “arbitrária e violenta” do político Javier Oropeza, ex-prefeito do município de Torres, no estado de Lara, que ocorreu durante um evento público e em meio a denúncias de violação de sua integridade física.
“Oropeza tentou impedir seu sequestro e foi submetido a uma ação policial que violou sua integridade e infringiu sua liberdade pessoal. Esse fato reproduz um padrão de perseguição que foi documentado pela Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a Venezuela, vinculada à ONU”, afirmou o partido de oposição sobre a detenção temporária à qual o político foi submetido.
Sua libertação, ocorrida horas após a detenção, “exige vigilância da sociedade diante do risco de novas ações de perseguição”, destacou.
Conforme indicado pela referida missão, constatou-se que “as estruturas estatais ligadas à repressão permanecem ativas e que as graves violações dos direitos humanos continuam exigindo investigação, punição e reparação”.
Dessa forma, denunciou que, apesar da nova fase liderada por Delcy Rodríguez, os ataques contra a liberdade pessoal e a liberdade de expressão continuam sendo uma constante na Venezuela.
O país “precisa de fatos verificáveis”, como a libertação de todos os presos políticos, o fim da perseguição e o respeito efetivo às garantias constitucionais, indicou a organização liderada pelo ex-prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.
“Exigimos do governo do presidente Donald Trump, em virtude de seu papel no processo político venezuelano, que exija a libertação imediata dos 344 presos políticos civis e militares registrados pelo Foro Penal, juntamente com o fim de toda forma de assédio contra a mídia e seus profissionais”, insistiu a formação venezuelana.
Por fim, pede a renovação da Missão Internacional da ONU, ressaltando que seu mandato é “indispensável” para que “a verdade avance, a impunidade recue e a Venezuela recupere o Estado de Direito”.
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