Publicado 09/08/2026 07:07

O Partido da Esquerda Europeia (PIE) lamenta os “trágicos” acontecimentos em Ceuta e critica a cumplicidade da UE

Centenas de migrantes recebem atendimento médico de profissionais do INGESA e voluntários da Cruz Vermelha na praia do Trampolín, em 7 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Profissionais do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) e volu
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

MADRID 9 ago. (EUROPA PRESS) -

O Partido da Esquerda Europeia (PIE), formação de âmbito internacional da qual fazem parte a Izquierda Unida e o PCE, juntamente com mais de vinte outras forças políticas, divulgou um manifesto no qual avalia os “trágicos” acontecimentos ocorridos em Ceuta, bem como as diversas reações, tanto em nível nacional quanto internacional, que receberam, “na sua maioria tendenciosas e negativas”.

O PIE denuncia que não se trata de um “acontecimento fortuito”, mas de “uma manobra criminosa orquestrada pela monarquia alawita” e permitida pela “Fortaleza Europa”, que utiliza vidas humanas “como moeda de troca geopolítica”.

“Esse afluxo maciço não foi um acidente, mas um ato deliberado das autoridades marroquinas, que ‘deixaram de atuar como fronteira’ após a visita do presidente espanhol Pedro Sánchez à Argélia”, argumentou.

Além disso, o partido criticou o “duplo padrão” do governo Trump nessa grave crise, que “elogia Marrocos como ‘pilar da estabilidade’, ao mesmo tempo em que ignora seus crimes no Saara Ocidental e chega até mesmo a instigar uma nova ‘Marcha Verde’ em direção a Ceuta e Melilla”.

Quanto à União Europeia (UE) o Partido da Esquerda Europeia exige que se “ponha fim à externalização das fronteiras e que se adote uma política migratória baseada na solidariedade e na justiça social, libertando-nos da subordinação a regimes que se enriquecem às custas do sofrimento dos mais vulneráveis”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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