Publicado 18/06/2026 00:30

O Partido Comunista cubano afirma que Raúl Castro está “totalmente de acordo” com as propostas de reforma

Sessão Extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba
PARTIDO COMUNISTA DE CUBA EN X

MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -

O Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC) afirmou que o ex-presidente da ilha, Raúl Castro, está “totalmente de acordo” com as propostas de transformação “econômica e social” apresentadas nesta quarta-feira em uma sessão extraordinária, que abordam questões como a gestão dos agentes econômicos, a modernização do sistema bancário e financeiro e o investimento estrangeiro.

Isso foi anunciado pelo general de divisão José Amado Ricardo Guerra, membro do Bureau Político, durante a referida sessão plenária, na qual ele destacou que Castro entende a implementação das transformações propostas como “o que mais convém hoje à Revolução”. No entanto, ele exortou a agir “com os pés e os ouvidos no chão”, levando em consideração as opiniões e preocupações da população.

Nesse sentido, o secretário de Organização do Comitê Central, Roberto M. Ojeda, afirmou que as “profundas” transformações que foram debatidas “visam preservar a Revolução e as conquistas do socialismo”. Da mesma forma, o próprio partido afirmou, conforme divulgado pela Presidência de Cuba em uma mensagem publicada nas redes sociais, que a formação “continuará sendo o que há de mais revolucionário dentro da Revolução”.

Por sua vez, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero Cruz, esclareceu que as transformações abordam questões como a gestão dos atores econômicos, o sistema de planejamento econômico, o redimensionamento do setor orçamentário, a autonomia municipal, o desenvolvimento energético, a recuperação agrícola, a modernização do sistema bancário e financeiro, mudanças no sistema tributário e o investimento estrangeiro.

Essas propostas, segundo as autoridades caribenhas, contemplam “mudanças profundas” de acordo com o Plano Econômico e Social do Governo para 2026, elaborado como resposta estratégica à “agressão multidimensional” que, conforme lamentado em ocasiões anteriores pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, a ilha enfrenta por parte da Casa Branca.

Esse pacote de reformas estruturais, anunciado pelo presidente cubano na última sexta-feira em uma coletiva de imprensa, visa liberalizar a economia da ilha e é inspirado nos modelos de economia de mercado da China e do Vietnã, com o objetivo de neutralizar o impacto das sanções econômicas e energéticas impostas pelo governo de Donald Trump.

Vale lembrar que, recentemente, Washington impôs sanções a Díaz-Canel e a outras quatro pessoas, entre as quais figura seu antecessor, Raúl Castro. Tudo isso em meio a um recrudescimento das pressões contra a ilha, especialmente desde o início do ano, por meio de um bloqueio “de fato” ao combustível, algo a que o presidente da ilha se referiu como um “castigo coletivo” que equivale, em sua opinião, a um “ato de genocídio”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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