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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O partido de extrema-direita Poder Judaico, do ex-ministro da Segurança Nacional Itamar Ben Gvir, anunciou seu retorno à coalizão governamental depois de chegar a um acordo com o partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após a retomada dos ataques israelenses à Faixa de Gaza, que até agora deixaram mais de 400 mortos durante o dia.
Os dois partidos disseram em uma declaração conjunta que "concordaram que o partido Poder Judaico retornará ao governo hoje, de modo que seus ministros retornarão ao gabinete". "Juntos na força, pelo povo de Israel", disse Ben Gvir em seu site de rede social X, onde compartilhou uma foto mostrando-o apertando as mãos de Netanyahu.
O partido sionista deixou o governo em janeiro em protesto contra o acordo de cessar-fogo alcançado na Faixa de Gaza. A decisão resultou na saída de Ben Gvir, Yitzhak Wasserlauf (Ministro do Desenvolvimento Periférico) e Amichai Eliyahu (Ministro do Patrimônio), bem como dos presidentes de comitê Zvika Fogel e Limor Son Har-Melech, e do deputado Yitzhak Kroizer.
A formação já havia alertado anteriormente que deixaria o executivo se Netanyahu prosseguisse com o que consideravam um acordo "imprudente" que "prejudicaria as conquistas duramente obtidas pelo exército israelense na guerra".
A saída de Ben Gvir, que horas antes havia dito que o "Estado de Israel está de volta", foi um enfraquecimento do governo do primeiro-ministro, embora não tenha sido um golpe letal para o governo de coalizão que ele lidera.
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