Publicado 18/06/2026 23:54

O Parlamento venezuelano nomeia uma “mesa política paritária” após se reunir com a oposicionista Dinorah Figuera

Archivo - Arquivo - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez
ASAMBLEA NACIONAL DE VENEZUELA - Arquivo

MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, se reuniu nesta quinta-feira com a oposicionista Dinorah Figuera, que foi a máxima autoridade da Comissão Delegada Legislativa de 2015, após o qual foi anunciada a criação de uma “mesa técnica e política paritária” com o objetivo de fortalecer a democracia e consolidar a paz, entre outros, no país.

Isso foi confirmado em comunicado à imprensa pela própria Assembleia Nacional (AN) venezuelana, indicando que nesta quinta-feira foi realizada “uma primeira reunião de trabalho” entre Figuera, “na qualidade de representante dos deputados da oposição do período de 2015 a 2020”, e o próprio Freire, designado “para o diálogo político” pela presidente interina, Delcy Rodríguez.

Essa mesa de diálogo terá uma agenda que inclui “marcos e cronogramas concretos” que “contribuam para o fortalecimento da democracia, a consolidação da paz e a busca por um futuro de bem-estar e prosperidade para as venezuelanas e os venezuelanos”, afirma o comunicado, sem fornecer mais detalhes a esse respeito.

Horas antes, em declarações à imprensa no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, Figuera precisou que manteria uma reunião com o encarregado de negócios dos Estados Unidos na Venezuela, John Barrett, e outra com o presidente da Assembleia Nacional, de maioria chavista, Jorge Rodríguez.

De lá, a líder da oposição defendeu a importância de um Conselho Nacional Eleitoral (CNE) “credível” e onde o voto dos venezuelanos “possa ser expresso livremente”.

Por sua vez, o porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Tommy Pigott, destacou a importância da referida reunião para a discussão de uma agenda que, segundo ele, sirva “de roteiro para um diálogo sobre a transição democrática”.

Vale ressaltar que Figuera, que substituiu Juan Guaidó na presidência da Comissão Legislativa Delegada — que representa uma extensão do Parlamento de 2015, de maioria da oposição —, conforme aponta o veículo de comunicação venezuelano de oposição Efecto Cocuyo, retornou à Venezuela após anos de exílio na Espanha, país onde obteve asilo político.

De fato, em janeiro de 2023, o 49º Tribunal de Controle do Circuito Judicial Penal da Área Metropolitana de Caracas emitiu um mandado de prisão contra a diretoria da AN eleita em 2015 e controlada pela oposição.

Tudo isso, com base em um mandado de prisão emitido por suposta “responsabilidade pelos crimes de usurpação de funções, traição à pátria, associação para cometer crimes e lavagem de dinheiro, em virtude de sua (suposta) participação em atos irregulares relacionados à nomeação fictícia de uma Diretoria de uma suposta AN ilegítima, com o objetivo de roubar ativos venezuelanos no exterior”, conforme explicou na época o Circuito Judicial Penal de Caracas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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