ASAMBLEA NACIONAL DE VENEZUELA
MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Nacional da Venezuela denunciou nesta quinta-feira a União Europeia por "patrocinar o genocídio" na Faixa de Gaza e pediu ao presidente do país, Nicolás Maduro, que avalie o rompimento das relações comerciais, no contexto da ofensiva israelense que deixou quase 57.800 palestinos mortos no enclave.
"O projeto de acordo para denunciar a UE e seu Parlamento como patrocinadores do genocídio e extermínio de crianças, mulheres, civis, crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza, e pelo crime de lavagem de ativos provenientes do tráfico de drogas, tráfico de armas e tráfico de pessoas", disse o legislativo em seu perfil na rede social X, foi aprovado por maioria qualificada.
O texto denuncia o "patrocínio da União Europeia ao genocídio criminoso perpetrado na Faixa de Gaza pelas forças militares israelenses" e pede ao Poder Executivo que "avalie de forma peremptória o rompimento das relações comerciais com as empresas da União Europeia que operam em território venezuelano".
Por outro lado, eles exortam a UE-27 a "abandonar sua estratégia neocolonialista fracassada e decadente" contra a Venezuela "e os povos do Sul, a cessar sua agressão recorrente e obsessiva e a se concentrar nas graves violações dos direitos humanos dentro de suas fronteiras".
Assim, eles "rejeitaram categoricamente a inclusão" de Caracas "na ridícula lista de países de alto risco para lavagem de dinheiro publicada pela anacrônica e envelhecida União Europeia", depois que Bruxelas incluiu nos últimos dias o país latino-americano na lista negra de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
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