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MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento ucraniano marcou para 31 de julho o debate sobre as emendas presidenciais à lei aprovada nesta semana que limita as capacidades dos dois escritórios independentes anticorrupção, após críticas do público, mas também da UE e de organizações civis.
O presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, anunciou a data na sexta-feira em uma breve nota na qual ele enfatizou que proporia a "aprovação imediata" do novo texto "em sua totalidade" para "assinatura imediata".
Na terça-feira, o parlamento aprovou uma lei que limita a autonomia do Escritório Nacional Anticorrupção (NABU) e da Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO), que Zelensky sancionou um dia depois, apesar das críticas e de insistir que a nova lei tinha como objetivo impedir a interferência russa.
No entanto, no final, e diante dos avisos de Bruxelas de que a nova regra poderia prejudicar o caminho da Ucrânia em direção à Europa, o presidente Zelenski apresentou um novo projeto na quinta-feira, em uma tentativa de corrigir o antigo.
A polêmica lei foi aprovada em meio a uma série de batidas em larga escala nas sedes de ambas as agências, o que também resultou na prisão de alguns de seus funcionários por suspeita de vazamento para a Rússia.
A lei concedeu mais poderes ao Gabinete do Procurador-Geral, que decidiria sobre os casos investigados pela NABU, responsável principalmente por processos de corrupção de alto nível, além de reduzir a capacidade do SAPO, que é responsável por processar essas investigações.
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