Publicado 22/07/2025 08:51

O parlamento ucraniano aprova uma lei que limita o escopo de duas agências anticorrupção independentes

Archivo - FILED - 16 de outubro de 2024, Ucrânia, Kiev: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fala durante uma sessão plenária do Parlamento ucraniano. O parlamento ucraniano autorizou a compra de dois reatores nucleares de projeto soviético da Bulgár
-/Ukrainian Presidency/dpa - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento ucraniano aprovou nesta terça-feira em segunda leitura uma nova lei que limita "de fato" a autonomia dos principais organismos anticorrupção -NABU e SAPO-, em meio a um novo escândalo relacionado com o vazamento de documentação secreta aos serviços de segurança russos através de um ex-deputado, Fedor Khristenko, que já foi acusado de alta traição.

A lei, que foi apoiada por 263 deputados, autoriza o Procurador-Geral a ter acesso a todas as investigações do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU), bem como a emitir novas instruções, arquivar casos e assinar pessoalmente relatórios de acusação sobre funcionários de alto escalão.

Também elimina as funções do chefe da Promotoria Especializada Anticorrupção (SAPO), um órgão independente da Promotoria Geral que supervisiona os casos investigados pelo NABU - principalmente contra funcionários públicos de alto escalão - que são então encaminhados aos tribunais.

O chefe da NABU, Semen Krivonos, já pediu ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que não sancionasse a lei e alertou que ela põe em risco a transparência e os compromissos anticorrupção com órgãos como a União Europeia.

"Duas instituições independentes, NABU e SAPO, estão sendo completamente transferidas para um regime independente. Nós nos opomos categoricamente (...) Pedimos que o senhor não assine esse projeto de lei", pediu Krivonos.

A lei foi aprovada depois que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) realizou buscas em larga escala nos escritórios do SAPO e da NABU em meio a temores de vazamentos para a Rússia, em um momento em que Khristenko, ex-deputado do partido de oposição proibido Plataforma pela Vida, foi escolhido para tais ações, graças aos contatos que ainda mantém na NABU.

Khristenko foi acusado de tentar influenciar a NABU do exterior por meio dos vínculos que ainda mantém com algumas das pessoas encarregadas desse escritório, algumas das quais já foram presas por suspeita, de acordo com o Ministério Público na terça-feira.

Nas últimas horas, também foram realizadas buscas nas residências de vários parentes de Khristenko, onde foram encontrados documentos relacionados a várias investigações secretas realizadas pela NABU, bem como dezenas de questionários sobre possíveis candidatos a ingressar no escritório.

Os promotores alegam que Khristenko foi recrutado pelo Serviço Federal de Segurança durante o governo do ex-presidente Viktor Yanukovych e, desde então, vem manobrando para fornecer não apenas informações confidenciais à Rússia, mas também para ajudar suspeitos de corrupção a fugir da Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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