Europa Press/Contacto/Henrique Casinhas - Arquivo
MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia portuguesa reelegeu na terça-feira José Pedro Aguiar-Branco, candidato do conservador Partido Social Democrata (PSD), como presidente, que já havia exercido o cargo na legislatura anterior, interrompida apenas um ano depois pela convocação de eleições antecipadas.
Aguiar-Branco obteve 202 votos a favor, contra apenas três votos nulos e outros 25 votos em branco. O presidente do Parlamento prometeu que os membros da mesa agirão com o máximo de equidistância e está confiante de que o consenso será alcançado em uma das "legislaturas mais exigentes da democracia".
"Vocês nunca verão em mim qualquer sinal de hostilidade ou agressão a qualquer outro deputado, independentemente de seu partido, do que ele diz ou do que ele pensa", disse o agora presidente da Assembleia em seu discurso de apresentação.
Horas antes da votação, o Partido Socialista (PS) já havia anunciado que garantiria a reeleição de Aguiar-Branco como presidente, assim como dos demais candidatos do partido governista à Mesa do Parlamento.
Sua eleição por maioria absoluta na terça-feira é muito diferente da do ano passado, quando somente na quarta votação, após um acordo entre o PSD e o PS para presidir a Assembleia em regime de rodízio, essa incerteza foi encerrada.
No entanto, esse acordo não foi cumprido, pois o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, encerrou a legislatura mais cedo, depois de não conseguir aprovar uma moção de confiança, devido a suspeitas de que ele havia incorrido em um suposto conflito de interesses relacionado aos negócios da família.
Os portugueses foram às urnas pela terceira vez em três anos em 18 de maio e, longe da estabilidade desejada, os resultados das eleições deixaram mais uma vez uma Assembleia muito dividida, onde a coalizão de Montenegro governará com uma maioria frágil em meio à ascensão da extrema direita e à queda dos socialistas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático