Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo
MADRID 22 out. (EUROPA PRESS) -
O Comitê de Controle do Estado do Parlamento israelense recusou-se na quarta-feira a abrir uma investigação sobre os ataques perpetrados em 7 de outubro de 2023 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras facções palestinas, uma decisão que está alinhada com as tomadas anteriormente pelo governo israelense e membros do parlamento.
Os membros do comitê votaram contra o início desses procedimentos, contrariando os apelos da oposição, de modo que a abertura de um inquérito oficial sobre possíveis falhas na prevenção da ocorrência dos ataques está fora de cogitação.
Essa iniciativa teria facilitado a análise pela comissão do que aconteceu naquele dia, quando cerca de 1.200 pessoas foram mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com as autoridades israelenses, no que muitos descreveram como a maior falha de segurança da inteligência israelense.
A oposição criticou a decisão e apontou a "responsabilidade do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pelo que aconteceu", segundo o The Times of Israel.
O presidente do comitê, Mickey Levy, advertiu que tais investigações "corroem a confiança do público", embora a decisão tenha provocado indignação entre as famílias dos reféns que foram sequestrados durante os ataques.
Reut Edri, cujo filho Ido morreu durante os ataques, lamentou que o país "não conseguirá se reerguer sem responsabilidade e uma investigação real" sobre o que aconteceu. O Conselho de Outubro, que representa cerca de 200 famílias, acusou o governo de coalizão de "enterrar a verdade" e declarou que "o período de graça acabou".
Ele pediu que se continuasse a pressionar por uma investigação adequada sobre o 7 de outubro, enquanto o governo está considerando a criação de sua própria comissão de inquérito, composta por membros nomeados pelo executivo, apesar de as pesquisas indicarem que a maioria dos israelenses "acredita que uma comissão de inquérito deve ser criada".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático