Publicado 10/03/2026 09:56

O Parlamento húngaro aprova uma resolução para vetar a ajuda à Ucrânia e bloquear o seu acesso à UE

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo do Parlamento da Hungria.
Europa Press/Contacto/Krisztian Elek - Arquivo

O país recusa-se a exportar petróleo, gasolina e diesel devido ao aumento dos preços na Europa MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento da Hungria aprovou nesta terça-feira uma resolução para vetar a entrega de ajuda à Ucrânia e sua adesão à União Europeia devido aos “graves riscos que isso acarretaria” para os países membros do bloco comunitário após quatro anos de guerra e em plena crise energética diante do aumento da violência no Oriente Médio.

O porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs, indicou que a medida foi aprovada com o apoio dos deputados, que expressaram sua recusa em continuar financiando a guerra e transformar a UE em uma união “político-militar”.

Nesse sentido, explicou que um total de 142 deputados votaram a favor da resolução, que contou apenas com o voto contrário de 28 deputados. Outros quatro se abstiveram. O texto enfatiza que a Ucrânia “não deve ser admitida na UE porque é um país em guerra, o que exporia os demais países membros a se envolverem diretamente em um conflito armado”. Além disso, segundo esses mesmos deputados, sua adesão poderia dificultar ainda mais a aprovação de orçamentos.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, salientou que os preços já “estão protegidos nos postos de gasolina desde a meia-noite”, após a adoção de medidas pertinentes a esse respeito. Assim, acusou diretamente o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, de “querer punir as famílias e os empresários húngaros com o bloqueio do petróleo”.

“Ele está chantageando e ameaçando levar um governo pró-ucraniano ao poder na Hungria. Não permitiremos isso! Protegeremos as famílias húngaras e os empresários húngaros com o preço protegido”, afirmou.

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO Em relação à exportação de petróleo bruto, o governo húngaro informou que proibiu as exportações de petróleo, gasolina e diesel, à medida que os preços aumentam nos países europeus devido à crescente violência no Oriente Médio, onde a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel já entra no seu décimo primeiro dia.

Isso foi confirmado pelo ministro da Economia, Márton Nagy, que especificou que Budapeste congelou os preços da gasolina e do diesel a partir desta terça-feira devido ao aumento dos preços dos combustíveis na Europa pela crise no Oriente Médio, à qual se soma o corte no fornecimento através do oleoduto Druzhba pela Ucrânia.

“O governo proíbe a exportação de petróleo e toma as medidas mais enérgicas contra os abusos no comércio”, afirmou Nagy em uma mensagem divulgada nas redes sociais, onde indicou que também foram liberadas reservas de petróleo bruto.

No início do ano, a Hungria foi afetada pelo fechamento do referido oleoduto, que transporta petróleo russo através de seu território para a Eslováquia e a Hungria, pela Ucrânia, embora Kiev afirme que o oleoduto sofreu danos significativos em consequência de um ataque russo.

Budapeste, que se viu obrigada a liberar 250.000 toneladas de petróleo bruto de sua reserva estratégica, insiste que é a Ucrânia que mantém o oleoduto fechado como medida de pressão e para fins políticos, a fim de provocar uma crise energética que influencie os resultados das eleições previstas para 12 de abril na Hungria e, assim, conseguir um governo mais afim a Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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