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MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
O Congresso Nacional de Honduras aprovou a suspensão do procurador-geral do país, Johel Zelaya, o que abre caminho para que ele seja submetido a um processo de impeachment por supostas irregularidades no exercício de suas funções, conforme denunciado pelos deputados.
A decisão foi aprovada por 93 votos a favor e dá início formal a esse processo legislativo para determinar as responsabilidades políticas do procurador-geral, enquanto o clima no plenário se polariza, segundo informações do jornal hondurenho 'La Prensa'.
"Não tenho medo. Tenho fé, tenho princípios e tenho o compromisso de seguir em frente, com dignidade e lealdade ao povo hondurenho”, afirmou o próprio Zelaya em uma mensagem divulgada nas redes sociais. Nesse sentido, ele disse que encara a situação “com serenidade e com a tranquilidade de ter agido de acordo com a lei”.
A Comissão Especial do Juízo Político contra o Procurador-Geral — criada especificamente para este caso — é composta pelos deputados Mario Pérez, Jorge Cálix, Antonio Rivera, Luz Ernestina Mejía, Kilvett Bertrand, Francis Cabrera, María José Sosa, Alex Berríos e Éder Leonel Mejía.
De acordo com a denúncia, durante seu mandato e especialmente no âmbito do processo eleitoral, incluindo os dias que antecederam as eleições gerais de 2025, a Procuradoria “realizou diversas ações públicas, operacionais e processuais dirigidas contra autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e do Tribunal de Justiça Eleitoral (TJE)”.
A medida foi anunciada pelo presidente do Parlamento, Tomás Zambrano, após uma sessão marcada pelo aumento da tensão. Assim, ele destacou que é a primeira vez na história de Honduras que um processo de impeachment é admitido e um alto funcionário é suspenso para esse fim.
À medida que o processo avançar, será Marcio Cabañas quem assumirá o cargo à frente do Ministério Público — Cabañas é o atual procurador-geral adjunto. Está previsto que os deputados analisem em breve outras denúncias contra diversos altos cargos do país, entre eles o conselheiro do CNE Marlon Ochoa.
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