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BRUXELAS 5 ago. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do Parlamento Europeu realizará nesta quinta-feira uma reunião extraordinária para tratar da crise migratória registrada em Ceuta, em uma sessão promovida pelo Partido Popular, da qual participarão o comissário europeu de Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, e o presidente da Cidade Autônoma, Juan Jesús Vivas.
O encontro, que será realizado virtualmente das 14h às 15h30 e para o qual também foram convidados o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e a ministra da Inclusão, Previdência Social e Migrações, Elma Saiz — embora, até o momento, eles não tenham confirmado sua presença —, consistirá em uma “troca de opiniões sobre a situação”, conforme consta na pauta.
“A reunião extraordinária com a Comissão de Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos será uma boa oportunidade para trocar pontos de vista sobre a situação atual e as lições aprendidas com os acontecimentos de Ceuta”, destacou Brunner em uma mensagem publicada em suas redes sociais.
Também o presidente dessa comissão parlamentar, o eurodeputado do Partido Popular, Javier Zarzalejos, defendeu a realização desse encontro e ressaltou que “o sucesso da política migratória europeia depende de cada elo da cadeia ser forte”, defendendo que se “assegure” a “defesa das fronteiras” e se “garanta retornos efetivos”.
A sessão ocorrerá dois dias após a reunião extraordinária dos ministros do Interior da UE convocada para analisar os acontecimentos em Ceuta e da iniciativa da delegação espanhola do PP de solicitar formalmente ao Parlamento Europeu um debate específico sobre essa crise durante a sessão plenária de setembro em Estrasburgo.
Em uma carta enviada aos eurodeputados, os “populares” denunciaram que a gestão do governo de Pedro Sánchez coloca “em risco a soberania nacional e europeia” e defenderam que o que ocorreu no enclave espanhol “vai além de uma crise migratória”, uma vez que, em sua opinião, também afeta a proteção da fronteira externa da União e a credibilidade do espaço Schengen.
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