Publicado 21/01/2026 11:35

O Parlamento Europeu pede à UE que utilize melhor os seus recursos para defender os direitos humanos no mundo

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Mostram seu apoio “incondicional” ao TPI e pedem a continuação da participação comunitária nas organizações internacionais BRUXELAS 21 jan. (EUROPA PRESS) -

O plenário do Parlamento Europeu exigiu que todas as instituições da União Europeia façam melhor uso de seus recursos para defender os direitos humanos e a democracia no mundo, em particular após aprovar um relatório que constata o “cenário alarmante” de uma situação global marcada por tensões geopolíticas e desafios à ordem multilateral.

Os eurodeputados aprovaram por ampla maioria, em sessão plenária realizada nesta quarta-feira em Estrasburgo (França), o relatório anual do Parlamento Europeu sobre o estado dos direitos humanos e da democracia no mundo, bem como o papel da União Europeia na sua defesa.

Este relatório, elaborado anualmente pelo Parlamento, estabelece as recomendações do Parlamento Europeu às outras instituições da UE e servirá de base para o novo plano de ação sobre direitos humanos e democracia após 2027.

Na avaliação deste ano, os eurodeputados classificam a situação mundial como “alarmante”, com um aumento dos ataques à democracia e aos direitos humanos, inclusive através do uso de inteligência artificial, vigilância digital ou repressão. Eles também apontam o impacto da desinformação na manipulação da opinião pública, especialmente durante as eleições.

Isto inclui “a proteção de jornalistas, o apoio aos meios de comunicação independentes, aos defensores dos direitos humanos e às organizações da sociedade civil”, que, na opinião dos parlamentares que apoiaram o texto, “estão sob crescente pressão física, judicial ou digital e ataques” nos seus próprios países e no estrangeiro.

PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DAS FERRAMENTAS Por esse motivo, pedem à União Europeia que reconsidere as ferramentas à sua disposição, com medidas como uma revisão do plano de ação da UE sobre direitos humanos e democracia, incluindo indicadores, pontos de referência e prazos para avaliar a ação da UE.

De acordo com o relatório, as ferramentas europeias também devem receber “financiamento específico, suficiente e previsível” no próximo orçamento da União Europeia, em particular no âmbito do instrumento “Europa Global”.

Os eurodeputados também apoiam as cláusulas de condicionalidade em matéria de direitos humanos nos acordos comerciais da UE com países terceiros, bem como o uso de sanções da União como “ferramenta política fundamental para defender o Estado de direito, a democracia e os direitos humanos”.

Acrescentam a necessidade de aplicar de forma “plena e eficaz” a legislação digital da UE, incluindo a Lei da Segurança Digital (DSA), a Lei dos Mercados Digitais (DMA) ou a Lei da Inteligência Artificial (IA), uma vez que consideram que “contribuirão necessariamente para a sua defesa”. APOIO “INCONDICIONAL” AO TPI

No que diz respeito à defesa do direito internacional, o relatório aprovado esta quarta-feira no Parlamento Europeu também exorta a UE a continuar “a sua participação nas organizações internacionais” e a dar “o seu apoio incondicional ao sistema de justiça internacional”.

Concretamente, denunciam a sanção de alguns países — como os Estados Unidos — que aprovaram ou contemplaram sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), os seus juízes ou procuradores, especialmente por investigações que afetam cidadãos americanos ou algum dos seus aliados, como Israel.

O texto detalha ainda “as ameaças aos direitos em geral”, bem como aos de grupos específicos, como, por exemplo, os direitos das mulheres. De fato, denuncia “a violência a que são submetidas, especialmente em zonas de conflito”, mas também a violência de gênero, a falta de acesso à educação ou o impacto dos estereótipos sobre o gênero.

Os eurodeputados salientam a necessidade de “garantir os direitos sexuais e reprodutivos”, incluindo o aborto legal e seguro, e reiteram a sua oposição à pena de morte, “a necessidade de continuar a luta contra a tortura e avançar na luta contra a corrupção”, bem como a importância de “proteger a liberdade de expressão e a liberdade de consciência”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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