Publicado 09/01/2026 14:54

O Parlamento Europeu pede à Turquia que reverta o seu retrocesso democrático, tendo em vista a sua possível adesão à UE.

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de uma bandeira da Turquia
EUROPA PRESS - Arquivo

BRUXELAS 9 jan. (EUROPA PRESS) - O Parlamento Europeu exigiu às autoridades turcas que revertam “urgentemente” o retrocesso democrático do país e garantam o respeito pelo Estado de direito, com vista a avançar no seu processo de adesão à União Europeia.

Foi o que afirmou a eurodeputada popular e presidente da Subcomissão dos Direitos Humanos do Parlamento Europeu, Isabel Wiseler-Lima, durante a visita ao país no âmbito de uma missão oficial para avaliar a situação dos direitos humanos, a independência judicial e o respeito pelas liberdades fundamentais.

“Exortamos as autoridades turcas a reverter urgentemente o retrocesso democrático, em particular garantindo a independência do sistema judicial, pondo fim ao assédio a jornalistas independentes e libertando todas as pessoas detidas injustamente”, afirmou em comunicado.

Da mesma forma, sublinhou a necessidade de a Turquia “respeitar a sua Constituição” e cumprir “as suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos e liberdades fundamentais”, incluindo o respeito pelas decisões dos seus tribunais e das instâncias judiciais europeias.

Segundo o Parlamento, os eurodeputados constataram durante a visita uma “falta sistêmica de independência judicial”, bem como a destituição de cargos eleitos da oposição e sua substituição por administradores nomeados pelas autoridades, além de uma legislação e práticas que restringiram o espaço cívico e as liberdades fundamentais.

A deputada luxemburguesa salientou que o país continua a ser candidato à UE e que existe um claro interesse da sociedade turca em avançar nesse processo. Nesse sentido, explicou que, durante a visita, as autoridades e o partido no poder manifestaram a sua vontade de reforçar a cooperação com Bruxelas, uma disposição perante a qual o Parlamento se mostrou «aberto ao diálogo» e a estudar «vias construtivas para um maior envolvimento».

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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