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BRUXELAS 17 set. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu exigiu nesta quinta-feira a suspensão da aplicação do Acordo de Diálogo Político e Cooperação que estrutura as relações entre a União Europeia e Cuba, apontando “violações sistemáticas” dos direitos humanos por parte das autoridades da ilha contra presos políticos e seus familiares.
A resolução, aprovada pelo Parlamento Europeu com 374 votos a favor, 198 contra e 19 abstenções, concentra-se no caso de Félix Navarro, de 72 anos, e de sua filha Saylí Navarro — cofundadora das Damas de Branco, agraciada com o Prêmio Sakharov em 2005 —, que foram detidos em 2021 e posteriormente condenados a nove e oito anos de prisão, respectivamente.
Assim, os eurodeputados denunciaram “a ausência de julgamentos justos, o recurso à tortura durante as detenções e o uso sistemático do exílio forçado como condição para a libertação dos opositores”, ao mesmo tempo em que manifestaram preocupação com o agravamento do estado de saúde de Navarro e solicitaram sua libertação, juntamente com a de “todos os demais presos políticos”.
“Na ausência de medidas concretas e verificáveis por parte do regime no sentido da democracia multipartidária, o Parlamento reitera seu apelo para que o Acordo de Diálogo Político e Cooperação seja suspenso imediatamente e que sejam aplicadas sanções aos responsáveis pela repressão em Cuba, a começar pelo presidente, Miguel Díaz-Canel”, afirma a resolução.
O documento aprovado pelo Parlamento Europeu destaca que Cuba mantém presos “1.339 presos políticos”, entre os quais 38 menores de idade. O texto destaca ainda que, entre essas pessoas, 463 sofrem de “doenças físicas graves” e 54 “sofrem de transtornos mentais graves”, apesar de “não receberem atendimento médico adequado”.
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