Publicado 11/02/2026 09:28

O Parlamento Europeu pede o reforço das alianças de segurança com países parceiros para alcançar a autonomia estratégica

Sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França)
PHILIPPE STIRNWEISS

BRUXELAS 11 fev. (EUROPA PRESS) - O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira um texto não vinculativo para defender o papel das Associações de Segurança e Defesa (ASD) da União Europeia com outros países para alcançar sua autonomia estratégica no contexto de segurança “mais grave” desde a Segunda Guerra Mundial. Com 440 votos a favor, 85 abstenções e 119 votos contra, o Parlamento Europeu adotou um relatório elaborado pela Comissão de Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento, no qual se insta o conjunto das instituições em Bruxelas a reforçar as ASD pelo seu papel “essencial” para responder “às ameaças atuais e futuras” e para “fortalecer o papel da União como ator estratégico global”.

Os eurodeputados consideram que estas associações são “uma necessidade e não uma opção”, uma vez que apoiam a autonomia estratégica da UE, continuando a ser “totalmente complementares à OTAN e baseadas na cooperação multilateral”.

O texto sublinha que a UE enfrenta “a situação de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”, impulsionada pela invasão russa da Ucrânia, mas também por “ameaças híbridas” como o terrorismo, os ciberataques, as alterações climáticas e outros riscos ligados às infraestruturas críticas.

Identificam também a Rússia, “apoiada pelo Irão, Coreia do Norte e Bielorrússia”, como “a principal ameaça”, enquanto a China é descrita como “um concorrente estratégico cujo apoio a Moscovo obriga a UE a reforçar a sua resiliência económica e defensiva”.

COOPERAÇÃO MAIS ESTREITA COM A OTAN O texto aprovado pelo Parlamento Europeu na sessão plenária em Estrasburgo (França) também sublinha a necessidade de “uma cooperação mais estreita” entre a UE e a OTAN, reafirmando a Aliança como “a pedra angular da defesa coletiva”.

Ao mesmo tempo, apela a “um pilar de defesa mais forte da UE” para que esta possa agir de forma autónoma “se necessário”, sublinhando a importância de dispor de “capacidades militares interoperáveis” em toda a Europa, bem como da contratação conjunta, da cooperação industrial ou do planeamento da OTAN “para evitar duplicações”.

PARCERIA DE SEGURANÇA COM KIEV A União Europeia mantém atualmente Parcerias de Segurança e Defesa com oito países parceiros, como Noruega, Reino Unido, Canadá, Coreia do Sul, Japão, bem como com países candidatos à adesão, como Albânia, Macedônia do Norte e Moldávia.

Estas parcerias facilitam o alinhamento da UE e dos seus parceiros em interesses e prioridades estratégicas comuns, reforçam a interoperabilidade e a coordenação em matéria de defesa, realizam compras conjuntas de armamento e também participam em missões e operações conjuntas ou abordam ameaças emergentes, como ataques híbridos e cibernéticos.

Nesse sentido, os eurodeputados propuseram formalizar uma parceria estratégica com a Ucrânia, argumentando que o apoio a Kiev “é a base da defesa europeia” neste momento, além de oferecer maior apoio militar, industrial e político sustentado à Ucrânia, bem como garantias de segurança e o uso de ativos russos congelados para a reconstrução da Ucrânia, “de acordo com o Direito Internacional”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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