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BRUXELAS 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu instou a União Europeia a ampliar suas relações diplomáticas, sua cooperação em matéria de segurança e suas alianças econômicas com países democráticos como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan, diante da crescente influência de países autoritários no Leste Asiático e da transformação da ordem internacional.
Em um relatório aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de Relações Externas do Parlamento Europeu, que será votado em meados de julho em sessão plenária, afirma-se que a crescente influência dos “modelos de governança autoritários” no Leste Asiático exige “uma cooperação e coordenação mais estreitas com parceiros democráticos como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan”.
Os eurodeputados afirmaram que é necessária “uma maior aproximação” e cooperação com “parceiros que compartilhem os mesmos valores democráticos e altos padrões regulatórios” para “reduzir a dependência estratégica da UE” e fortalecer a segurança econômica, uma vez que a dinâmica regional “é cada vez mais marcada por práticas econômicas coercitivas e tensões em matéria de segurança”.
Eles também apoiaram o fortalecimento dos laços comerciais e de investimento para diversificar as cadeias de abastecimento e melhorar o acesso da UE a tecnologias e recursos críticos, em particular semicondutores, baterias e matérias-primas essenciais. Eles reconheceram “a liderança do Japão e da Coreia do Sul” em Inteligência Artificial, tecnologias de defesa e respostas a ameaças cibernéticas e militares.
Apontam, da mesma forma, para alianças estratégicas nas áreas de segurança cibernética, combate ao terrorismo, gestão de crises e combate à desinformação e à interferência estrangeira, juntamente com o fortalecimento dos laços econômicos.
Além disso, defendem a criação de um quadro de cooperação específico entre a UE e Taiwan com “uma sólida dimensão econômica e comercial”, centrado em semicondutores, Inteligência Artificial e segurança cibernética e marítima.
Quanto à “crescente influência da China” na paz e na estabilidade internacionais, especialmente no que diz respeito à guerra de invasão da Rússia contra a Ucrânia e à instabilidade no Oriente Médio, eles destacam a necessidade de melhorar a coordenação com os parceiros regionais.
Por outro lado, destacaram a importância de conferir maior coerência à política externa europeia em relação à Coreia do Norte, desenvolvida em conjunto com o Japão e a Coreia do Sul, em resposta à “crescente cooperação da Rússia com Pyongyang” e à preocupação com o apoio da Rússia aos programas nucleares e balísticos da Coreia do Norte, incluindo possíveis ligações com o Irã.
“Em um cenário geopolítico cada vez mais volátil, a União Europeia deve intensificar sua cooperação com parceiros afins na Ásia Oriental. A região não é apenas uma pedra angular do comércio mundial, da inovação tecnológica e das cadeias de abastecimento críticas, mas também um pilar fundamental da segurança internacional”, afirmou o relator do relatório, o eurodeputado polonês do grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, Adam Bielan.
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