Publicado 21/05/2026 12:48

O Parlamento Europeu critica a Comissão de Von der Leyen por convidar o regime talibã a Bruxelas para discutir a migração

Sessão Plenária do Parlamento Europeu
MARISA PIQUERAS - EUROPA PRESS

BRUXELAS 21 maio (EUROPA PRESS) -

O plenário do Parlamento Europeu lamentou nesta quinta-feira a decisão da Comissão Europeia de convidar membros do regime talibã para uma reunião “técnica” em Bruxelas, com o objetivo de avançar nas negociações para dar início às deportações de migrantes afegãos que entraram irregularmente na União e são considerados uma ameaça à segurança.

O texto, aprovado por ampla maioria de 480 votos a favor, 5 contra e 83 abstenções, insta o Conselho e o Executivo liderado por Ursula von der Leyen a manter o “não reconhecimento” do regime talibã como autoridade do país e a “não normalizar” as relações com eles.

Bruxelas reconheceu há alguns dias o envio de uma carta formal para convidar representantes do Talibã a uma reunião “em nível técnico”, da qual ainda não foram divulgadas a data nem o cargo dos participantes.

Um porta-voz da União Europeia destacou então o interesse em “manter uma colaboração operacional com as autoridades ‘de facto’ no Afeganistão”, ao mesmo tempo em que ressaltou que isso “não constitui, de forma alguma, um reconhecimento (do regime)”.

Nesse contexto, os eurodeputados reunidos em Estrasburgo (França) condenam a recente adoção, por parte do Talibã, do Código de Processo Penal para os Tribunais, que promove a perseguição sistemática de mulheres e meninas no Afeganistão e institucionaliza violações em massa dos direitos fundamentais, incluindo o “apartheid” de gênero, a escravidão e o castigo corporal.

Assim, exigem a revogação imediata do Código e o fim das chicotadas públicas, das execuções e de outras restrições impostas a grupos vulneráveis, como mulheres, meninas, pessoas LGTBIQ+ e minorias religiosas.

Por tudo isso, o Parlamento Europeu exige uma ação mais enérgica da UE, que inclua a execução dos mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) e a ampliação das sanções em matéria de direitos humanos contra os responsáveis pela perseguição de mulheres e meninas. Defendem também a urgência de aumentar a assistência humanitária para aqueles que lutam contra a fome no país e para as defensoras dos direitos humanos, juízas, advogadas, jornalistas, ativistas e organizações dirigidas por mulheres afegãs.

SANÇÕES MAIS SEVERAS CONTRA O IRÃ

O plenário do Parlamento Europeu também solicitou nesta quinta-feira, por meio de outra resolução, sanções mais severas contra as autoridades do Irã em resposta à repressão brutal sofrida pela população que protesta nas ruas.

Em particular, o Parlamento Europeu insta a UE a ampliar ainda mais as sanções contra os funcionários iranianos responsáveis pela repressão, incluindo a Guarda Revolucionária e as entidades ligadas ao líder supremo, o aiatolá Mojtaba Jamenei, e a proibir a entrada na UE deles e de seus familiares leais.

Por fim, defende que os Estados-Membros devem encerrar as missões diplomáticas iranianas ligadas à repressão transnacional e aplicar todas as sanções.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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