PARLAMENTO EUROPEO/FRED MARVAUX - Arquivo
BRUXELAS, 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu condenou nesta quinta-feira o aumento "sem precedentes" de sentenças de morte e execuções no Irã, uma prática que afeta principalmente dissidentes, ativistas, mulheres, jornalistas e membros de minorias, entre outros.
"O Irã tem o maior número de execuções per capita do mundo e a situação dos direitos humanos no país continua a se deteriorar", disse o Parlamento em uma resolução que denuncia a "perseguição sistemática" de grupos religiosos como cristãos, curdos e baloch.
Os eurodeputados também criticaram duramente as sentenças de morte impostas aos ativistas Behrouz Ehsani e Mehdi Hassani, que foram submetidos a atos de "tortura e tratamento desumano" durante o período em que estiveram na prisão. Os eurodeputados instaram o governo iraniano a introduzir "moratórias" para adiar essas sentenças "e levar à sua abolição".
Os eurodeputados apelaram à libertação de "todos os presos políticos no corredor da morte", incluindo Pakhshan Azizi, Wirishe Moradi, Sharifeh Mohammadi e Mahvash Sabet. Nesse sentido, condenaram o uso pelo Irã da "diplomacia de reféns, especialmente contra cidadãos de países europeus como Cécile Kohler, Jacques Paris e Ahmadreza Djalali".
"Pedimos sua libertação imediata. As relações entre a UE e o Irã só melhorarão com essa condição", diz o documento, que afirma que a pena de morte "deve ser abolida" e "os prisioneiros políticos libertados em sua totalidade".
Os eurodeputados também pediram que a Guarda Revolucionária do Irã seja considerada uma "organização terrorista" e solicitaram sanções contra todos os "responsáveis pelas violações dos direitos humanos" no país. "Pedimos à comunidade internacional que responda com força às tentativas de Teerã de silenciar todos aqueles que se opõem ao regime.
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