Publicado 17/06/2026 10:43

O Parlamento Europeu comemora os avanços de Montenegro e da Albânia no caminho para a adesão e destaca a estagnação da Macedônia e d

Aviso à Turquia e à Geórgia: não farão parte do clube comunitário “sem reformas”

Archivo - Arquivo - Sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França)
LAURIE DIEFFEMBACQ - Arquivo

BRUXELAS, 17 jun. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento Europeu comemorou nesta quarta-feira os avanços alcançados por Montenegro e pela Albânia em seu caminho rumo à adesão à União Europeia, ao mesmo tempo em que lamentou o escasso progresso de outros Estados balcânicos, como a Macedônia do Norte, a Bósnia e Herzegovina e o Kosovo, bem como os retrocessos de outros países candidatos, como a Turquia e a Geórgia.

Em sua avaliação anual dos avanços dos países dos Balcãs Ocidentais rumo à adesão ao bloco comunitário — aprovada por maioria —, o Parlamento Europeu destacou os progressos de Montenegro e da Albânia, os candidatos mais avançados no processo de ampliação. No entanto, também alertou para os desafios pendentes em matéria de Estado de Direito, combate à corrupção e estabilidade política, que continuam condicionando a integração do restante da região à União.

Especificamente, os eurodeputados comemoraram o fato de o Montenegro aspirar a concluir as negociações de adesão até o final de 2026 e tornar-se membro de pleno direito da UE em 2028, ao passo que valorizaram a meta da Albânia de encerrar as negociações de adesão em 2027, embora tenham alertado que o ritmo da integração dependerá da aplicação efetiva das reformas exigidas por Bruxelas.

“O Montenegro enfrenta um ano excepcionalmente exigente: o tempo é curto e ainda há muito trabalho a ser feito. Este relatório deve servir tanto como reconhecimento dos avanços alcançados até agora quanto como estímulo para o período que se segue”, afirmou o eurodeputado liberal esloveno Marijan Sarec durante sua intervenção na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França).

Por sua vez, o socialista austríaco Andreas Schieder destacou que a Albânia “é um dos países líderes no processo de adesão à UE”, e previu que o objetivo da Albânia de concluir as negociações de adesão até o final de 2027 “não é apenas um desejo que poderia se concretizar, mas uma perspectiva realista”.

ALERTA PARA O RESTO DOS BALCÃS

O Parlamento Europeu reiterou seu apoio à perspectiva europeia dos Balcãs Ocidentais, mas alertou para a falta de avanços na Macedônia do Norte e na Bósnia e Herzegovina, países aos quais instou a acelerar as reformas pendentes em matéria de Estado de Direito, combate à corrupção e fortalecimento institucional, bem como a superar os bloqueios políticos internos que continuam a frear seu processo de adesão à UE.

“Acolheríamos com satisfação a Bósnia e Herzegovina na UE, mas seus esforços costumam ser prejudicados por desculpas ou por sua capacidade limitada de chegar a acordos, mesmo dentro de suas próprias fronteiras”, lamentou o eurodeputado checo do Partido Popular, Ondrej Kolár, durante sua intervenção.

Na mesma linha, o eurodeputado austríaco do partido Os Verdes, Thomas Waitz, se pronunciou sobre a Macedônia do Norte, ressaltando que “é fundamental que o governo” continue a implementar “reformas importantes” e se mantenha firme no caminho rumo à integração europeia.

No caso do Kosovo, o Parlamento Europeu manifestou sua preocupação com a prolongada incapacidade de formar um governo e um Parlamento plenamente operacionais, ao mesmo tempo em que instou a acelerar as reformas relacionadas ao Estado de Direito e às liberdades fundamentais, bem como a avançar na normalização das relações com a Sérvia.

“É importante que o Kosovo continue na trajetória europeia e avance em sua integração (...) Destacamos questões que exigem atenção constante, mas também queremos ressaltar os avanços positivos, como a disponibilização dos recursos do Mecanismo de Reforma e Crescimento e o levantamento das medidas impostas pela Comissão”, acrescentou o eurodeputado do Partido Popular da Estônia, Riho Terras.

TURQUIA E GEÓRGIA, LONGE DA ADESÃO

Quanto à revisão anual realizada pelo Parlamento Europeu sobre as perspectivas de adesão da Turquia e da Geórgia, os eurodeputados apontaram que nenhum dos dois países poderá avançar em seus respectivos processos de adesão à UE “sem empreender reformas democráticas substanciais”, exigindo uma resposta “mais contundente” por parte das instituições comunitárias diante do “retrocesso registrado por ambos os países”.

No caso da Turquia, o Parlamento Europeu concluiu que, embora a política de ampliação da UE esteja recuperando impulso, o país está “perdendo essa oportunidade” devido à falta de reformas democráticas.

A resolução insta Ancara a abordar as “deficiências persistentes” em matéria de Estado de Direito, direitos humanos, liberdade de imprensa e respeito ao Direito internacional, e lamenta que “continue violando os direitos soberanos de Estados-membros” como a Grécia e Chipre.

“A Turquia continua avançando rapidamente em direção a um modelo totalmente autoritário”, afirmou o eurodeputado espanhol do PSOE, Sancho Náchez Amor, que criticou “a resposta tímida” da Comissão, do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) e dos Estados-membros, “que continuam fechando os olhos diante do desmantelamento da democracia na Turquia”.

Quanto à Geórgia, os eurodeputados lamentaram que o partido governista “Sonho Georgiano” não tenha tomado medidas para reverter a tendência de retrocesso democrático, e ressaltaram que qualquer aproximação futura da UE com o país deve estar estritamente condicionada à adoção, por parte das autoridades, de “medidas tangíveis e verificáveis nesse sentido”.

“O regime do ‘Sonho Georgiano’ continua desmantelando as instituições democráticas, silenciando a mídia independente e mantendo um dos maiores números de presos políticos da região. Isso é inaceitável para um país candidato à UE”, afirmou a eurodeputada do Partido Popular da Lituânia, Rasa Jukneviciene, que pediu “sanções” contra os responsáveis pela repressão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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