Publicado 30/04/2026 09:42

O Parlamento Europeu apoia a criação do Tribunal Especial para o Crime de Agressão e insta os Estados a aderirem

Sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França)
LAURIE DIEFFEMBACQ

BRUXELAS 30 abr. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento Europeu manifestou nesta quinta-feira seu “firme apoio” à criação e rápida entrada em funcionamento do Tribunal Especial para o Crime de Agressão contra a Ucrânia e encorajou todos os Estados-membros da União Europeia a aderirem, alegando que a responsabilização deve abranger “todos aqueles que dirigem ou facilitam” a prática de crimes.

Em uma resolução aprovada com 446 votos a favor, 63 contra e 52 abstenções, os eurodeputados denunciaram os “ataques sistemáticos da Rússia” contra zonas residenciais, instalações energéticas, hospitais e outros serviços essenciais ucranianos, e exigiram que a Rússia os interrompa.

O Parlamento Europeu afirmou que a guerra de agressão da Rússia constitui uma violação “flagrante” do Direito Internacional e exigiu que os líderes da Rússia e seus aliados prestem contas por seu papel no crime de agressão, nos crimes de guerra, nos crimes contra a humanidade e em outros crimes internacionais.

Por isso, os eurodeputados expressaram seu apoio à criação desse tribunal, patrocinado por cerca de 40 Estados e pelo Conselho da Europa, complementar ao Tribunal Penal Internacional (TPI), ao mesmo tempo em que elogiaram o trabalho nesse campo da Comissão Internacional Independente de Investigação das Nações Unidas sobre a Ucrânia, da Eurojust e de outras organizações da sociedade civil.

A RESPONSABILIZAÇÃO DEVE ABRANGER A TODOS

A resolução aprovada nesta quinta-feira ressalta que a responsabilização deve se estender “a todos aqueles em condições de dirigir ou permitir o crime de agressão”, incluindo “os principais atores políticos, militares e judiciais russos”, como os membros da Duma e do Tribunal Constitucional.

Os eurodeputados também expressaram seu total apoio à investigação do TPI sobre supostos crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio cometidos na Ucrânia, ao mesmo tempo em que relembraram a obrigação dos Estados-membros da UE, nos termos do Estatuto de Roma, de prender e entregar pessoas sujeitas a mandados de prisão do TPI em seu território.

O Parlamento Europeu sublinhou ainda “a necessidade” de uma “coordenação eficaz” de todos os mecanismos de prestação de contas para evitar a duplicação de esforços, garantir a eficiência e minimizar os efeitos negativos sobre as vítimas e as testemunhas.

SANÇÕES ATÉ QUE HÁ UM ACORDO DE PAZ

Por outro lado, os eurodeputados saudaram a recente aprovação definitiva do vigésimo pacote de sanções da UE contra a Rússia e defenderam a importância de não suspender as medidas restritivas até que um acordo de paz tenha sido negociado e aplicado “de forma exaustiva”.

“A UE deve agir para evitar a evasão das sanções e garantir sua aplicação rigorosa”, acrescentam os eurodeputados em sua resolução, na qual reclamam a extensão dessas sanções para abranger todas as pessoas e entidades cujas decisões tenham permitido ou contribuído para a prática de crimes graves contra a população ucraniana.

Numa segunda votação, o Parlamento também apoiou a criação da Comissão Internacional de Reclamações para a Ucrânia, a fim de facilitar a indemnização das vítimas civis da guerra. Após a aprovação do Parlamento Europeu, cabe agora ao Conselho (Estados-Membros) adotar a decisão de celebrar a Convenção em nome da UE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado