Publicado 09/03/2026 08:14

O Parlamento do Líbano aprova adiar por dois anos as eleições legislativas devido aos ataques de Israel

Archivo - Arquivo - 15 de janeiro de 2025, Beirute, Beirute, Líbano: O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, encontra-se com o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares. Berri, que lidera o Movimento Amal, muçulmano xiita,
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani - Arquivo

O presidente libanês reitera sua disposição de “retomar as negociações” para “deter a perigosa escalada israelense” MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento do Líbano aprovou nesta segunda-feira um adiamento de dois anos das eleições legislativas, previstas para maio, devido aos ataques de Israel contra alvos suspeitos do partido-milícia xiita Hezbollah, no âmbito do conflito desencadeado no Oriente Médio pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o Irã.

A votação, realizada pouco depois de Israel ter lançado uma nova onda de bombardeamentos contra a capital, Beirute, resultou em 76 votos a favor, 41 contra e quatro abstenções, de acordo com a agência noticiosa estatal libanesa, NNA.

O presidente libanês, Joseph Aoun, salientou esta segunda-feira que “os contínuos ataques israelitas” contra Beirute e outras zonas do país “não alcançarão o objetivo que Israel persegue”, antes de reiterar o compromisso do país com o cessar-fogo assinado em novembro de 2024 com o país vizinho.

Ele também destacou que Beirute “está totalmente disposta” a “retomar as negociações e abordar os aspectos de segurança necessários para deter a perigosa escalada israelense”, ao mesmo tempo em que ressaltou que Beirute mantém seu compromisso com o desarmamento do Hezbollah, um grupo apoiado por Teerã.

“A decisão do governo sobre o controle de armas será implementada de acordo com o plano estabelecido pelo comando do Exército, desde que as condições de segurança o permitam”, explicou o mandatário, que enfatizou que os ataques contra as Forças Armadas “contribuem para as tentativas de minar a autoridade do Estado e questionar suas capacidades”.

As autoridades libanesas elevaram para cerca de 400 o número de mortos devido à onda de bombardeios lançados por Israel em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah em vingança pelo assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado