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MADRID 17 jul. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento do Japão aprovou nesta sexta-feira uma lei para flexibilizar as regras de sucessão imperial no que diz respeito ao casamento e à adoção, embora mantenha o sistema tradicional de herança do trono no país exclusivamente pela linha paterna.
A iniciativa — promovida pela primeira-ministra Sanae Takaichi, a primeira mulher a governar o país — não prevê mudanças na atual disposição de sucessão ao trono imperial pela linha paterna; portanto, continuará não havendo imperatrizes ou sucessoras pela linha materna no Japão.
No entanto, as mulheres da família imperial, como a princesa Aiko, não precisarão mais renunciar ao seu status caso decidam se casar. A nova legislação permite que essas mulheres sejam inscritas no cadastro de residentes, assim como a maioria dos cidadãos japoneses, conforme informou a emissora pública NHK.
Quanto aos seus cônjuges ou filhos, eles não poderão integrar a família imperial e continuarão sendo cidadãos comuns. Além disso, a lei permite a adoção de descendentes do sexo masculino pertencentes à linhagem paterna de antigos ramos da família imperial.
A sucessão imperial tem sido motivo de debate no Japão, pois há apenas três herdeiros do sexo masculino do imperador Naruhito, que atualmente tem 66 anos. A lei entrou em vigor em 1947, durante a ocupação norte-americana após a Segunda Guerra Mundial.
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