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MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Nacional do Equador aprovou na terça-feira uma proposta do presidente do país, Daniel Noboa, de modificar parcialmente a Constituição para permitir a presença de bases militares estrangeiras no país, em meio a alertas da oposição sobre a perda de soberania territorial.
Entretanto, a proposta, que recebeu 82 votos a favor, será agora analisada pelo Tribunal Constitucional. Se ela der o aval, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) convocará um referendo obrigatório.
A proposta de Noboa argumenta que a presença de instalações militares estrangeiras em território equatoriano ajudaria a combater o crime organizado e alega que, durante o período em que os EUA ocuparam a base de Manta, as apreensões de cocaína aumentaram em quase 500%.
Da mesma forma, o texto tenta vincular a saída dos EUA após a decisão do governo do então presidente Rafael Correa de não renovar esses acordos de parceria "com um aumento alarmante da violência criminal".
O partido oposicionista Revolução Cidadã advertiu que essa presença não só representaria um ataque à soberania militar e territorial do Equador, mas também poderia comprometer a neutralidade do país, "expondo-o a tensões geopolíticas" e a conflitos armados internacionais.
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