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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento húngaro aprovou nesta terça-feira a proposta do governo de Viktor Organ de retirar o país do Tribunal Penal Internacional (TPI), uma decisão que foi apresentada durante a visita a Budapeste do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no início de abril.
"Com essa decisão, nós nos recusamos a fazer parte de uma instituição politizada que clamou por sua imparcialidade e credibilidade", comemorou o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, nas redes sociais, mais uma vez expondo as teses já apresentadas por Orbán há três semanas.
Orbán então lançou um claro desafio ao TPI ao aceitar a visita de um líder, Netanyahu, que é alvo de um mandado de prisão emitido por Haia por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade ligados à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
A saída da Hungria do tribunal internacional, no entanto, não é imediata, pois não será definitiva até que se passe um ano desde a notificação formal. Tampouco isenta a Hungria de cumprir os compromissos assumidos durante os anos em que foi parte do Estatuto de Roma.
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