Johan Nilsson / Tt / Zuma Press / Europa Press
COPENHAGUE 3 nov. (DPA/EP) -
O Parlamento da Groenlândia deu nesta terça-feira “luz verde” a um novo acordo de segurança e defesa com os Estados Unidos, anunciado em setembro passado pelo presidente Donald Trump e posteriormente assinado por ele e pelas autoridades da ilha e da Dinamarca, país ao qual pertence esse território autônomo.
A aprovação do acordo foi obtida com 16 votos a favor, sete abstenções, enquanto nenhum deputado votou contra o projeto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York.
O acordo aguarda agora a aprovação em Copenhague, em uma votação no Parlamento dinamarquês prevista para 19 de novembro. Assim que os Estados Unidos forem informados dos resultados de ambas as votações por via diplomática, o acordo poderá finalmente entrar em vigor.
O próprio Trump afirmou, após o acordo com a Dinamarca e a Groenlândia, que este permitirá que Washington assuma de forma permanente o controle da segurança e de outras necessidades estratégicas da ilha ártica, enquanto Frederiksen descreveu a assinatura como um novo ponto de inflexão na relação entre as partes.
O acordo mantém formalmente a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia e reconhece o direito de sua população à autodeterminação, ao mesmo tempo em que prevê um reforço da presença militar norte-americana no território ártico, após meses de tensões causadas pelas exigências de Trump, que chegou a ameaçar tomar a ilha à força, invocando motivos de segurança nacional.
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