Publicado 16/04/2026 08:14

O Parlamento da Bolívia condecora 50 ex-militares pela captura de 'Che' Guevara em 1967

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de um mural do Che Guevara em Cuba.
Europa Press/Contacto/Jiang Biao - Arquivo

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

A Câmara dos Deputados da Bolívia condecorou cerca de cinquenta ex-militares envolvidos na captura, em 1967, do guerrilheiro argentino Ernesto 'Che' Guevara na província de Vallegrande, antes de ele ser fuzilado — soldados conhecidos no país como Beneméritos de Ñancahuazú.

"Depois de muito tempo, recebemos este reconhecimento. Apesar de várias vidas terem sido perdidas, esqueceram-se de nós. Graças à deputada Catherine Pinto e ao Governo, hoje estamos aqui”, afirmou o presidente da Confederação dos Beneméritos, Pablo Vera.

Em um ato público organizado pela presidente da Comissão de Governo, Defesa e Forças Armadas, Catherine Pinto, do Partido Democrata Cristão (centro-direita), foram entregues as condecorações a esses militares. A própria Pinto destacou, por sua vez, que “graças a eles a Bolívia se livrou do comunismo”, segundo informações do jornal boliviano ‘Erbol’.

Após o evento público na cidade de La Paz, no qual vários dos ex-militares se dirigiram à imprensa, foi realizado um desfile simbólico na histórica Praça Murillo, ao lado do Batalhão Colorados da Bolívia, que é a unidade de escolta presidencial.

Esses mesmos militares já haviam manifestado, em 2017, sua rejeição à homenagem que o governo do então presidente Evo Morales preparava por ocasião do 50º aniversário da morte do “Che”. Mario Terán Salazar, o soldado boliviano a quem foi atribuído o assassinato do guerrilheiro, faleceu em março de 2022 em sua residência em Santa Cruz. O corpo do 'Che' foi enterrado em uma vala comum, mas foi exumado em 1997 e repatriado para Cuba.

O sargento do Exército boliviano tornou-se mundialmente famoso em 1967, depois que a revista francesa 'Paris Match' publicou uma fotografia dele e relatou que lhe foi ordenado executar o 'Che' após sua captura.

O 'Che' chegou à Bolívia em novembro de 1966 com o objetivo de iniciar uma revolução socialista na América do Sul, mas foi capturado e executado em outubro de 1967 após uma operação realizada com a ajuda da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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