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BRUXELAS 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento Europeu condenou nesta quinta-feira os ataques religiosos e de motivação étnica na Síria, pedindo às autoridades de transição em Damasco que conduzam uma investigação transparente e independente e que tomem medidas para garantir a liberdade religiosa.
Em uma resolução adotada com mais de 600 votos a favor, o Parlamento expressa sua "forte condenação" dos recentes ataques na Síria, em particular o ataque a uma igreja cristã em Mar Elias, bem como as ameaças contra outros locais de culto.
O Parlamento aponta para a vulnerabilidade da comunidade cristã no país e pede uma investigação independente e transparente por parte de Damasco, destacando o histórico de violações cometidas por membros do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que assumiu um papel de liderança na transição na Síria. Isso tem "implicações potencialmente preocupantes para a liberdade religiosa".
O documento também pede que Damasco tome as "medidas necessárias para reprimir a violência, garantir que os responsáveis pelos ataques sejam responsabilizados, defender a liberdade religiosa e garantir a proteção de todas as comunidades".
Em março passado, o Parlamento Europeu pediu à UE que aproveitasse a "oportunidade histórica" e apoiasse a transição política que estava se abrindo na Síria após a queda de Bashar al-Assad. Em sua mensagem de apoio, também pediu às novas autoridades que cortassem os laços com a Rússia e retirassem sua presença militar no país.
O apoio à transição na Síria baseia-se no respeito aos direitos humanos, na implementação da justiça transicional, na luta contra a impunidade e na garantia de uma governança inclusiva e de uma representação adequada das comunidades religiosas e étnicas.
As autoridades interinas também são solicitadas a apresentar um cronograma "concreto" para organizar eleições "confiáveis, livres, justas e inclusivas" na Síria.
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