Europa Press/Contacto/Yuliia Ovsiannikova
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O Parlamento da Ucrânia aprovou nesta terça-feira a destituição da primeira-ministra, Yulia Sviridenko, bem como de todo o gabinete, em consonância com o plano de reformulação traçado pelo presidente Volodimir Zelenski, que também visa a alta cúpula das agências de segurança, quando já se completam quatro anos e meio de guerra.
A destituição de Sviridenko, anunciada por Zelenski no último domingo, contou com o apoio de quase toda a Rada Suprema, com 258 votos a favor, apenas um contra, cinco abstenções, além dos 47 deputados que não estavam presentes na votação, segundo informam agências de notícias ucranianas.
Sviridenko agradeceu o apoio que recebeu durante o ano em que exerceu o cargo de primeira-ministra — a segunda mulher a ocupar o cargo, depois de Yulia Timoshenko —, reconhecendo que não foi nada fácil, tendo em vista o contexto de guerra. “Juntamente com vocês, perseveramos e fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”, destacou ela.
““Foi uma honra para nossa equipe de governo trabalhar ao lado de vocês pelo bem da Ucrânia”, elogiou Sviridenko, que destacou que, durante seu mandato, trabalhou para “ajudar e cuidar dos ucranianos que vêm sofrendo com a guerra diariamente” em todas as regiões, “sem exceção”.
“Cuidamos de questões vitais (...) Isso é o fundamental que todos devemos fazer em tempos de guerra”, afirmou Sviridenko, a quem Zelenski já ofereceu, durante sua renúncia, um novo cargo, ainda não especificado publicamente.
Está previsto que, nesta quinta-feira, seja debatida no Parlamento ucraniano a nomeação do próximo governo. Até lá, será o atual vice-primeiro-ministro e ex-primeiro-ministro, Denis Shmigal, quem assumirá temporariamente o cargo de chefe de gabinete.
Segundo fontes da mídia ucraniana, o presidente da petrolífera estatal Naftogaz, Sergi Koretski, é o candidato mais cotado para substituir Sviridenko, enquanto o ministro do Interior, Igor Klimenko, poderia assumir a pasta da Defesa. Vale lembrar que as candidaturas para ocupar esses cargos, bem como o de Relações Exteriores, são apresentadas pelo presidente, ao contrário do que ocorre nos demais ministérios.
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