MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, descartou a possibilidade de deixar o governo de coalizão, apesar da decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de reiniciar as entregas de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, em meio à crescente condenação internacional da escalada da fome.
Smotrich se reuniu na noite de domingo com membros de sua formação, o Sionismo Religioso, para discutir a possibilidade de deixar a coalizão depois que Netanyahu decidiu reativar as entregas de ajuda humanitária em uma Faixa de Gaza devastada pela miséria e pela necessidade, relata o 'The Times of Israel'.
Tanto ele quanto o outro parceiro de extrema-direita da coalizão, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, têm se empenhado, desde o início da ofensiva israelense contra o enclave palestino, em afogar a população de Gaza e têm ameaçado repetidamente deixar a coalizão se a ajuda for reativada.
Ben Gvir também realizou uma reunião extraordinária com os membros do Otzma Yehudit e, de acordo com o Canal 12, está propondo a Smotrich a possibilidade de formar um bloco dentro da própria coalizão para impedir a entrega de ajuda a Gaza, embora algumas fontes do partido desconfiem dessa possibilidade.
"Ameaças incessantes enfraquecem aqueles que as fazem, mas principalmente o governo às vésperas de decisões históricas. Não podemos permitir que o público israelense e mundial pense que tudo o que está acontecendo é resultado da chantagem de Smotrich e Ben Gvir", disseram as fontes à rede.
A mídia israelense informou que a decisão de Netanyahu de estabelecer pausas humanitárias todos os dias para entregar ajuda humanitária foi tomada sem a participação de Smotrich e Ben Gvir nas discussões.
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