Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
MADRID, 25 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades paraguaias anunciaram a designação da Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista e estenderam essa designação a "todos os componentes" do Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) e da milícia xiita libanesa Hezbollah.
"O Paraguai reafirma seu compromisso com a luta global contra o terrorismo", disse o presidente paraguaio Santiago Peña em uma mensagem publicada em sua conta na rede social X, onde ele explicou que essa decisão é uma resposta às "violações sistemáticas da paz, dos direitos humanos e da segurança da comunidade internacional" pelas organizações mencionadas acima.
A Presidência paraguaia também indicou em um comunicado que, dessa forma, "aprofunda sua luta contra o terrorismo e fortalece suas alianças estratégicas", antes de acrescentar que o país sul-americano "ratifica sua posição firme e inegociável na luta contra o terrorismo, uma das ameaças mais nefastas à comunidade internacional civilizada, à vigência dos direitos humanos, à democracia e ao desenvolvimento econômico e social dos povos".
"Ao mesmo tempo, com esta ação, o Paraguai fortalece suas alianças estratégicas com países amigos nesta luta, como os Estados Unidos da América e Israel, e com determinação se mostra inflexível na luta para erradicar este flagelo que não reconhece fronteiras nem bandeiras e cujo desaparecimento só será possível através da cooperação efetiva entre todas as nações", argumentou.
Dessa forma, ele enfatizou que "a identificação de entidades que promovem e realizam atos terroristas representa um passo decisivo para que a comunidade internacional atue de forma coordenada em seu desmantelamento permanente" e acrescentou que a decisão de estender a designação ao Hamas e ao Hezbollah decorre de "suas repetidas manifestações públicas, nas quais não se faz distinção entre seus componentes armados, políticos ou sociais".
"Com essas decisões, o Paraguai reafirma seu compromisso inabalável com a paz, a segurança internacional e o respeito irrestrito aos direitos humanos, consolidando sua posição na comunidade internacional como um país que se opõe firmemente a todas as formas de terrorismo e fortalecendo suas relações com os países aliados nessa luta", concluiu.
APOIO DOS EUA E DE ISRAEL À MEDIDA
A decisão do Paraguai foi imediatamente saudada pela porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, que disse que Washington "saúda" a medida e argumentou que "o Irã continua sendo o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo e tem financiado e dirigido inúmeros ataques e atividades terroristas em todo o mundo, por meio da Força Quds da Guarda Revolucionária e de aliados como o Hezbollah e o Hamas".
"As importantes medidas que o Paraguai tomou ajudarão a impedir que o regime iraniano e seus aliados planejem ataques terroristas e levantem fundos para suas atividades malignas e desestabilizadoras, inclusive na Tríplice Fronteira que o Paraguai compartilha com a Argentina e o Brasil", afirmou em um comunicado.
"Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com parceiros como o Paraguai para enfrentar as ameaças à segurança global. Pedimos a todos os países que responsabilizem o regime iraniano e impeçam que seus agentes, recrutadores, financiadores e aliados operem em seus territórios", disse Bruce.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, juntou-se às respostas positivas, dizendo que seu governo "elogia o Paraguai e o presidente Peña pela decisão histórica de designar a Guarda Revolucionária do Irã, o Hamas e o Hezbollah como organizações terroristas".
"O Irã é o maior exportador mundial de terrorismo e extremismo e, junto com seus representantes terroristas, ameaça a estabilidade regional e a paz global", disse ele em uma mensagem em seu site de rede social X, onde afirmou que "mais países deveriam seguir esse exemplo e se juntar à luta contra a agressão e o terrorismo iranianos".
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