Publicado 01/04/2025 16:31

Paraguai convoca seu embaixador no Brasil para consultas sobre suposto caso de espionagem em nível estadual

Um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência afirma que o governo paraguaio foi espionado durante os governos de Bolsonaro e Lula.

O governo de Lula "nega categoricamente" ter participado das operações e diz que as interrompeu quando tomou conhecimento delas.

Archivo - Bandera de Brasil
ANDREA VILCHEZ / ZUMA PRESS / CONTACTOPHOTO

Um funcionário da Agência Brasileira de Inteligência afirma que o governo paraguaio foi espionado durante os governos de Bolsonaro e Lula.

O governo de Lula "nega categoricamente" ter participado das operações e diz que as interrompeu quando tomou conhecimento delas.

MADRID, 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo paraguaio chamou seu embaixador em Brasília para consultas e convocou o embaixador brasileiro em Assunção, a fim de esclarecer a situação em relação a um possível caso de espionagem da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) nos sistemas do governo paraguaio entre junho de 2022 e março de 2023.

A polêmica foi iniciada na segunda-feira, quando um funcionário da ABIN afirmou, em depoimento enviado à Polícia Federal, que a atual direção da agência realizou uma operação de invasão nos sistemas paraguaios, incluindo o Congresso e a Presidência da República, além de autoridades envolvidas nas negociações sobre a usina de Itaipu.

O governo paraguaio emitiu um comunicado informando que, após tomar conhecimento desses fatos, convocou o embaixador do Paraguai em Brasília, Juan Ángel Delgadillo, para consultas a fim de que ele possa "informar sobre os aspectos relacionados à ação de inteligência nos assuntos do governo paraguaio".

Além disso, as autoridades paraguaias convocaram o representante brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes, para "oferecer explicações detalhadas" sobre esses eventos, que serão investigados em detalhes pelo Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação do Paraguai (MITIC).

Por fim, o governo paraguaio anunciou que "todas as negociações relacionadas ao 'Anexo C' estão suspensas" até que as autoridades brasileiras "forneçam os esclarecimentos correspondentes". O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, enfatizou que o caso é "sensível" e exigiu explicações do país vizinho.

A informação sobre esse suposto caso de espionagem veio à tona na segunda-feira na imprensa brasileira e, de acordo com o funcionário da ABIN, a espionagem das instituições paraguaias começou durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas continuou sob o atual líder, Luiz Inácio Lula de Silva.

O governo brasileiro respondeu a essas acusações enfatizando que o governo de Lula "nega categoricamente qualquer envolvimento em atividades de inteligência contra o Paraguai" e que, de fato, ordenou que fossem interrompidas assim que tomou conhecimento de sua existência, de acordo com uma declaração publicada pelo G1.

"A referida operação foi autorizada pelo governo anterior em junho de 2022 e foi cancelada pelo diretor interino da ABIN em 27 de março de 2023, assim que a atual administração tomou conhecimento do fato", acrescenta a declaração, que enfatiza o compromisso do governo com "respeito e diálogo" com o Paraguai e os demais parceiros da região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado