Publicado 16/07/2026 07:05

O Paquistão pede aos EUA e ao Irã “máxima moderação” e que retomem as negociações em nível técnico para um acordo de paz

Islamabad reconhece “desafios” na aplicação do memorando de entendimento e pede “compromisso” com a diplomacia

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 18 DE NOVEMBRO DE 2025: O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, participa da 24ª reunião ampliada do Conselho de Chefes de Governo da OCS no Centro Nacional da Rúss
Europa Press/Contacto/Yevgeny Messman - Arquivo

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O governo do Paquistão fez nesta quinta-feira um apelo aos Estados Unidos e ao Irã para que “exerçam a máxima contenção” após as recentes trocas de ataques e pediu que retomem a via diplomática por meio do retorno às negociações em nível técnico, a fim de tentar avançar rumo a um acordo de paz no Oriente Médio.

“O Paquistão reitera seu apelo a todas as partes para que exerçam a máxima contenção e evitem qualquer ação que prejudique ainda mais a paz e a estabilidade”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, durante uma coletiva de imprensa em Islamabad transmitida pelo ministério pelas redes sociais.

Assim, ele explicou que o Paquistão, que desempenha funções de mediação entre os Estados Unidos e o Irã, “acredita firmemente que não há alternativa a uma interação contínua, ao diálogo e à diplomacia, na busca dos objetivos comuns de paz, estabilidade e progresso duradouros”.

Andrabi lembrou que “todos os conflitos e disputas são resolvidos por meio do diálogo e na mesa de negociações”, antes de ressaltar que o memorando de entendimento assinado em junho em Islamabad continua sendo “um marco duradouro para a promoção da paz, do respeito mútuo e da prosperidade compartilhada”.

No entanto, ele reconheceu que “a implementação do memorando de entendimento enfrenta desafios” e pediu o “fim da violência” e o retorno “às conversas em nível técnico”. “Esperamos que todas as partes permaneçam comprometidas com o caminho do diálogo e da diplomacia para resolver suas questões pendentes”, destacou.

Por outro lado, alertou para o “impacto negativo” da situação no Estreito de Ormuz para a economia de “muitos países, especialmente os do Sul Global”. “O Paquistão reconhece a necessidade urgente de abordar o impacto da situação atual no abastecimento energético mundial e em outros produtos econômicos básicos, incluindo o comércio e a segurança alimentar”, explicou.

O porta-voz da diplomacia paquistanesa ressaltou, por isso, “a importância de garantir a segurança e a liberdade de navegação marítima” nessa rota estratégica, ao mesmo tempo em que destacou que o Paquistão “continua interagindo ativamente com interlocutores-chave da região em apoio aos esforços para atenuar o conflito e promover o diálogo e uma resolução pacífica da situação”.

Os Estados Unidos vêm lançando ataques contra o Irã há vários dias, alegando violações do memorando de entendimento, algo rejeitado por Teerã, que denunciou violações do cessar-fogo e respondeu com ataques contra interesses americanos na região, o que gerou temores de um colapso nas negociações para um acordo de paz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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