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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O Paquistão e a França reiteraram nesta sexta-feira a necessidade da aplicação integral, no Líbano, do cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irã, num momento em que Islamabad busca sediar negociações entre as partes para o fim das hostilidades, após o cessar-fogo de duas semanas acordado nesta semana.
Em uma conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, e seu colega francês, Jean-Noël Barrot, concordaram em sua preocupação com a situação no Líbano, ressaltando que o cessar-fogo deve ser estendido a este país.
“Eles expressaram sua preocupação com as graves violações do cessar-fogo no Líbano e ressaltaram a importância da plena implementação e do respeito ao cessar-fogo”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão sobre o contato.
Barrot parabenizou o Paquistão por seu papel na obtenção de uma trégua temporária e expressou o apoio da França aos esforços contínuos de Islamabad “em direção a uma via diplomática para uma paz e estabilidade duradouras na região”.
Israel lançou na quarta-feira seus ataques mais intensos desde o início da guerra contra o Líbano, justamente quando entrava em vigor um cessar-fogo que envolve os Estados Unidos, o Irã e seus aliados, mas que, segundo a parte americana, não se aplica ao Líbano, apesar de, inicialmente, o país mediador, o Paquistão, ter confirmado esse ponto.
Um dia depois, na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou negociações diretas com o Líbano para estabelecer “relações pacíficas” e trabalhar em conjunto para “desmantelar” o partido-milícia xiita Hezbollah, embora os detalhes desse processo de conversações ainda precisem ser concretizados.
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