Publicado 25/08/2026 04:09

O Paquistão espera “avanços significativos” nas negociações com o Irã para retomar o diálogo com os EUA

Islamabad expressa seu desejo de que os contatos “abram caminho” para “uma paz duradoura” no Oriente Médio

11 de agosto de 2026, Teerã, Irã: O presidente iraniano (que não aparece na foto) se reúne com o ministro do Interior do Paquistão, SYED MOHSIN RAZA NAQVI, em Teerã.
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency

MADRID, 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Paquistão destacou nesta terça-feira “avanços significativos” nas conversas realizadas na segunda-feira com as autoridades do Irã, com o objetivo de relançar o processo diplomático com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, após uma visita ao país do chefe do Exército e do ministro do Interior do Paquistão, Asim Munir e Mohsin Naqvi, respectivamente.

O próprio Naqvi destacou, em uma mensagem nas redes sociais, que durante sua viagem teve um encontro “muito positivo e produtivo” com o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, uma discussão “centrada no conflito entre o Irã e os Estados Unidos, as tensões no Oriente Médio e o caminho a seguir, bem como as medidas necessárias por parte de ambas as partes para restaurar o memorando de entendimento de Islamabad, a fim de avançar rumo ao fim total do conflito”.

“O presidente iraniano compartilhou abertamente a perspectiva e as preocupações de seu governo, e mantivemos uma troca de ideias muito construtiva sobre os temas em questão”, afirmou o ministro paquistanês, que ressaltou que “foram alcançados avanços significativos” e que “a reunião foi concluída de maneira muito positiva”.

“Estamos confiantes de que esse impulso abra caminho para maiores avanços e uma paz duradoura na região”, observou Naqvi, depois que o Exército do Paquistão destacou que a visita de segunda-feira a Teerã fazia parte dos “esforços diplomáticos” de Islamabad para avançar rumo a uma “paz duradoura” entre o Irã e os Estados Unidos, diante do “impasse” nas negociações e do início de uma “guerra econômica” por parte de Washington contra o país asiático.

Assim, o Exército paquistanês especificou em um comunicado publicado nas redes sociais que a visita “faz parte dos esforços diplomáticos do Paquistão para pôr fim ao impasse no atual conflito entre os Estados Unidos e o Irã e explorar caminhos para alcançar uma paz duradoura e o fim definitivo da instabilidade na região”.

No âmbito da visita, Munir manteve conversações com Pezeshkian, o presidente do Parlamento e chefe de negociações iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf; e com os ministros das Relações Exteriores e do Interior do país, Abbas Araqchi e Eskandar Momeni, respectivamente, para manter “discussões exaustivas centradas em medidas para evitar uma nova escalada, reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim ao conflito o mais rápido possível”.

“As duas partes trocaram pontos de vista sobre a paz regional e sobre formas de chegar a um acordo negociado para as disputas”, destacou o Exército do Paquistão, que assegurou que “a cúpula iraniana valoriza o papel construtivo e os esforços sinceros do Paquistão para facilitar o diálogo, a redução da tensão e uma resolução pacífica do conflito”, sem que Teerã tenha se pronunciado, até o momento, sobre o conteúdo dessas conversas.

A visita de Munir e Naqvi coincidiu com o anúncio dos Estados Unidos sobre uma ofensiva comercial para cortar todas as fontes de financiamento do Irã, chegando a ameaçar com sanções todos os países que mantêm laços comerciais com o país asiático, incluindo a China, a fim de alcançar um isolamento total da economia iraniana.

Essa medida de Washington ocorre, além disso, após o término do prazo de 60 dias que Washington e Teerã estabeleceram para chegar a um acordo global para o fim do conflito desencadeado pela ofensiva norte-americana-israelense lançada em 28 de fevereiro, embora as partes não tenham conseguido fechar um acordo, com receios quanto à possível eclosão de um novo conflito em grande escala.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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