Publicado 16/04/2026 06:39

O Paquistão defende os contatos para uma nova rodada de negociações entre os EUA e o Irã, mas evita confirmar datas e negociadores

ISLAMABAD, 11 de abril de 2026  -- O vice-presidente dos EUA, JD Vance (ao centro, à frente), chega à base aérea de Nur Khan, em Rawalpindi, no Paquistão, em 11 de abril de 2026. Uma delegação dos EUA liderada pelo vice-presidente JD Vance chegou ao Paqui
Europa Press/Contacto/Wang Shen

MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Paquistão defenderam nesta quinta-feira os contatos diplomáticos mantidos nos últimos dias no âmbito da mediação para o fim das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, mas evitaram confirmar a data de uma segunda rodada de negociações que se seguirá ao encontro maratoniano do último sábado em Islamabad.

"Quem virá, quantas pessoas farão parte da delegação, quem ficará e quem irá embora: isso deve ser decidido pelas partes”, afirmou em coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, que indicou que as questões nucleares estão entre os temas que Washington e Teerã estão discutindo com a mediação do Paquistão, informou o jornal “Dawn”.

Assim, ele evitou dar detalhes sobre a proposta que está em discussão e as posições de cada um, enfatizando que o “sigilo” faz parte da confiança que tanto os americanos quanto os iranianos depositaram no Paquistão.

De qualquer forma, o porta-voz paquistanês defendeu os múltiplos contatos mantidos por Islamabad nos últimos dias, depois que uma delegação militar liderada pelo comandante do Exército do Paquistão, Asim Munir, chegou a Teerã nesta quarta-feira para dar continuidade aos contatos iniciados no último fim de semana com o objetivo de avançar no processo de paz.

Da mesma forma, o primeiro-ministro, Shebad Sharif, encontra-se em uma turnê regional com paradas na Arábia Saudita, no Catar e na Turquia, no âmbito dos esforços de mediação de Islamabad. “Essas iniciativas, esses esforços, refletem nossos esforços contínuos pela paz e nosso compromisso de que esses esforços são melhor impulsionados por meio do diálogo e da cooperação”, destacou Andrabi.

Nesse sentido, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores ressaltou que os esforços estão sendo reconhecidos “nos círculos diplomáticos de todo o mundo” como “contribuições construtivas e estabilizadoras” de Islamabad para a situação regional.

RESTRIÇÕES AO ENRIQUECIMENTO NUCLEAR

No contexto dos últimos contatos diplomáticos, Washington exigiu do Irã uma suspensão de 20 anos de suas atividades de enriquecimento de urânio com vistas a alcançar um acordo de paz. Essa medida viria acompanhada de mais “restrições”, explicaram fontes a par da proposta à Europa Press.

As recentes conversas em Islamabad não resultaram em um acordo para pôr fim à ofensiva desencadeada em 28 de fevereiro, embora haja esforços em andamento para uma segunda reunião antes do fim do cessar-fogo de duas semanas, que expira em 21 de abril.

Nesse sentido, a Casa Branca indicou que os contatos podem ser realizados novamente em Islamabad. “É muito provável que sejam no mesmo local da última vez”, afirmou a porta-voz, Karoline Leavitt, que se referiu à parte paquistanesa como “mediadores excepcionais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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