Publicado 12/08/2026 14:36

O Paquistão cumprirá “com total seriedade” seus compromissos com a coalizão marítima de Riade após o ataque mortal dos houthis

Archivo - Arquivo - 6 de maio de 2026, Paquistão: O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, senador Mohammad Ishaq Dar, discursa na 2ª sessão da Conferência do Conselho dos Ulemas, em Islamabad
Europa Press/Contacto/PPI - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Paquistão garantiu nesta quarta-feira que cumprirá “com total seriedade” os compromissos assumidos no âmbito da coalizão militar de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita e com o apoio de outros doze países — além de Islamabad —, após a morte de três marinheiros paquistaneses em um ataque perpetrado na véspera pelos rebeldes houthis contra um navio na costa do Iêmen.

“O Paquistão é signatário da (...) coalizão marítima e cumpriremos nossos compromissos com total seriedade. Nesse sentido, estamos em contato com as autoridades sauditas, inclusive em relação a este último incidente no qual faleceram três cidadãos paquistaneses”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tahir Andrabi.

Em entrevista coletiva, o porta-voz paquistanês lamentou a morte dos três marinheiros e informou que mais um cidadão do país ficou ferido, após o ataque reivindicado pelos houthis contra um navio mercante que supostamente transportava armamento saudita.

“Seguindo instruções do vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, estamos verificando os detalhes desse acordo, o que se insere, mais uma vez, no âmbito de nossa cooperação com a Arábia Saudita”, acrescentou.

O ataque também deixou outras três vítimas fatais: um marinheiro de nacionalidade indonésia e dois membros das forças armadas iemenitas, de acordo com informações da Guarda Costeira do Iêmen.

Além do Paquistão, países como Turquia, Egito e Catar aderiram a uma coalizão militar de defesa marítima com o objetivo de atuar no Mar Vermelho, no Golfo de Áden e em Bab el Mandeb.

A chamada Aliança Multinacional de Defesa Marítima visa melhorar a proteção das “rotas marítimas internacionais e combater as ameaças à navegação marítima e ao comércio global” nessa região, em pleno auge das hostilidades entre o Irã — apoiado pelos houthis — e os Estados Unidos — com numerosos aliados no Golfo Pérsico.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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