MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O Paquistão e a China apresentaram nesta terça-feira uma proposta de cinco pontos para estabelecer um cessar-fogo na guerra no Irã, reabrir o Estreito de Ormuz e iniciar negociações de paz que ponham fim à instabilidade em toda a região do Oriente Médio.
No âmbito da visita do ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, a Pequim para se reunir com seu homólogo chinês, Wang Yi, ambos concordaram com uma iniciativa de cinco pontos que servirá de diretrizes para orientar os esforços diplomáticos destinados a pôr fim à guerra e restabelecer a estabilidade na região, incluindo a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, ponto-chave para o abastecimento global de petróleo.
Segundo a agência chinesa Xinhua, a proposta prevê a cessação imediata das hostilidades, o início de conversações de paz o mais rápido possível, a garantia da segurança de alvos não militares e a segurança da navegação.
O Paquistão intensifica assim os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra, depois de ter recebido os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia no último fim de semana e de ter sinalizado que espera sediar conversações entre os Estados Unidos e o Irã nos próximos dias.
PROPOSTA DE CINCO PONTOS
O primeiro ponto da iniciativa de Islamabad e Pequim concentra-se em conseguir um cessar-fogo imediato e o fim dos combates, bem como em envidar todos os esforços possíveis para evitar uma maior escalada e a propagação do conflito, incluindo a entrada de suprimentos de ajuda humanitária em todas as áreas afetadas pela guerra.
A isso deve seguir-se o início de conversações de paz “o mais rápido possível”. “A soberania, a integridade territorial, a independência e a segurança do Irã e dos países do Golfo devem ser respeitadas. O diálogo e a diplomacia são a única via viável para resolver os conflitos”, ressalta a iniciativa da China e do Paquistão, que aponta para o compromisso de resolver as disputas exclusivamente por meios pacíficos e que as partes se abstenham do uso ou da ameaça do uso da força, em um ponto que faz clara referência às exigências de Teerã de que não se repita a agressão militar, após os dois últimos processos diplomáticos com Washington terem terminado abruptamente com ataques militares dos Estados Unidos.
Da mesma forma, o terceiro ponto pede que se garanta a segurança dos “alvos não militares” para que não seja violado o princípio da proteção dos civis. “A China e o Paquistão apelam a todas as partes para que cessem imediatamente os ataques contra civis e alvos não militares, cumpram integralmente o Direito Internacional Humanitário e interrompam os ataques a infraestruturas-chave, como instalações energéticas, usinas de dessalinização, sistemas elétricos e instalações nucleares pacíficas, incluindo usinas nucleares”, destaca a proposta divulgada pela agência chinesa.
No que diz respeito ao Estreito de Ormuz, a proposta de cinco pontos destaca que deve ser garantida a segurança da navegação neste ponto estratégico. “O Estreito de Ormuz e suas águas circundantes são rotas internacionais vitais para o comércio de bens e energia. A China e o Paquistão instam todas as partes a garantir a segurança dos navios e tripulações retidos no estreito, a organizar a passagem segura e rápida de embarcações civis e comerciais e a restaurar a navegação normal no estreito o mais rápido possível”, afirma a proposta.
A China e o Paquistão também enfatizam, como quinto ponto de sua iniciativa, a necessidade de “salvaguardar a primazia da Carta das Nações Unidas”, insistindo assim que deve prevalecer o “multilateralismo genuíno, promover conjuntamente um papel mais forte da ONU e apoiar a conclusão de acordos baseados nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”, sublinhando que esta é a abordagem a seguir para alcançar “um quadro de paz integral e alcançar uma paz duradoura”.
A gigante asiática demonstrou seu apoio ao trabalho de mediação de Islamabad entre o Irã e os Estados Unidos em meio às tentativas de alcançar um acordo e se mostrou aberta a esforços conjuntos para promover o fim da guerra.
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